A Volta a Portugal de A a Z

 

A, de Alarcón. O espanhol mostrou mais uma vez a sua superioridade no pelotão português. Mesmo em dias de alguma fragilidade da sua equipa, não vacilou. A receita do sucesso é a do costume, mas continua a dar frutos.

B, de Brandão. Joni Brandão foi segundo. Foi o grande adversário de Alarcón, dando mérito à vitória deste. Mas quem quer verdadeiramente ganhar, tem que se preocupar mais com a corrida e menos com outros fatores de distração.

C, de Calor. Uma onda de calor marcou os primeiros dias da Volta. Deu mais heroísmo aos feitos dos ciclistas, ato bem reconhecido pelo público, numa comunhão de esforços invulgar para refrescar o pelotão.

D, de Descentralização. Mais do que qualquer outro desporto, o ciclismo e a Volta, são o principal factor descentralizador do desporto português.

E, de Efapel. Equipa que parece ter passado ao lado desta competição.

F, de Festa. Quer nos agradem ou não as grandes massas da Volta a Portugal, que nos deixam ver pouco ciclismo, o certo é que esta continua a ser a verdadeira e principal festa do desporto nacional, apesar de às vezes alguma comunicação social parecer ignorar o fenómeno.

G, de Guarda- Penhas da Saúde. Etapa encurtada, dividiu opiniões. Qualquer que seja a nossa versão, não passar na Torre, verdadeiro símbolo do ciclismo nacional, tirou algum interesse a este dia.

H, de Herói. Rui Vinhas foi o verdadeiro herói popular desta Volta. Pode-se dizer que até arriscou em demasia nesse heroísmo. Mas não deixa de merecer o prémio.

I, de Italiano. Ricardo Stacchiotti, cumpriu bem a sua missão. Duas etapas. Em pouco tempo entre nós, soube sempre escolher as melhores “rodas”.

J, de João Rodrigues. A revelação da Volta a Portugal.

K, de EusKadi/Murias. Sempre que nos visita, esta equipa não nos deixa indiferentes.

L, de Louletano. Teve a Volta que muitos outros desejariam. Está cada vez mais próxima da vitória final. O futuro nos dirá o que nos reserva esta equipa.

M, de Miranda/Mortágua. Foi a equipa que melhor cumpriu o espírito das equipas Sub-25. Teve em Gonçalo Carvalho o merecido reconhecimento.

N, de Nathan Earle. O australiano da Israel Cycling Academy, em décimo quinto lugar, foi o melhor representante das equipas estrangeiras na classificação geral.

O, de Organização. Mais uma vez, de forma geral, uma organização que não nos deixa ficar muito atrás de outras grandes provas. A Podium, continua, ainda, a ser a referência em Portugal.

P, de Pinto da Costa. Independentemente da cor clubística, é sempre bom termos a visita de figuras de referência do desporto português. O acompanhamento já vem de longe e a presença do líder reforça o espírito de qualquer equipa.

Q, de Quinze. O número de vitórias individuais do FCPorto na Volta.

R, de RTP. De forma mais ou menos conservadora, os profissionais da RTP, continuam a prestigiar a Volta. São dias de dedicação à modalidade. Pena é que durante o resto do ano sejamos um pouco esquecidos.

S, de Sub-25. Uma ideia, claramente, a rever. Até com os intervenientes.

T, de Tavira/Sporting. Esperava-se bem mais desta equipa. Talvez falte isso mesmo, uma equipa.

U, de Último. O romeno Emil Dina, da Mstina, foi o lanterna vermelha. Ele e a equipa.

V, de Vicente de Mateos. Cada ano que passa é cada vez mais ameaçador para quem lidera. Tal como a equipa onde está, só o futuro nos dirá se algum dia chega ao primeiro lugar.

W, de W52-FCPorto. Uma parceria de sucesso.

X, de Xuban Errazkyn. O jovem do Feirense protagonizou uma luta interessante com Oscar Rodriguez, da Euskadi, sobre o qual levou a melhor vencendo a juventude. Tem espírito sofredor mas, tal como outros, também só o futuro nos confirmará as suas reais qualidades.

Y, porque faz parte do alfabeto, mas onde podemos destacar a combatividade de Domingos Gonçalves. Com 5 minutos, ou 5 segundos, de avanço, a forma de pedalar é sempre a mesma. Provavelmente, às vezes, até será impetuoso demais. Não lhe ficou bem dar um chuto na roda.

Z, de Zás. Com o fim da Volta a Portugal, parece ter acabado mais um ano velocipédico. Se em termos desportivos é, infelizmente, quase verdade, pelos bastidores agitam-se as águas. É tempo de começar a arrumar as casas.

Luís Gonçalves