Com a Vuelta à porta eis o percurso

 

 

 

 

 

 

 

 

Enquanto em Portugal são demasiadas as preocupações, em relação a uma maior ocupação territorial, em termos do percurso , em Espanha, conforme podemos ver pelo mapa oficial da edição deste ano da Vuelta, são ,muitas as zonas do país que passam em branco. isto é, são esquecidas pela organização.

A Vuelta está à porta, com um percurso duro, aliás as provas cada vez pretendem incluir no seu figurino, montanhas e mais montanhas, mais parecendo que a qualidade de uma competição, passa por isso mesmo, pela dureza das suas provas.

De todas as três grandes competições, a única que vai mantendo a sua sobriedade, com espaço para todas as expressões da modalidade é, sem duvida o Tour. Mantém as suas grandes montanhas como ponto de referência, tem uma primeira semana para os sprinters, e as suas inovações são mais em partes técnicas e regulamentares, do que em percursos desmesuradamente duros.

Num percurso como o deste ano da Vuelta, poucos serão os sprinters que se acharão com coragem para a terminar, pois o percurso é duro a valer.

Sofrendo do facto de ser a  última prova da temporada, com muitos ciclistas já pensarem nas suas novas equipas para 2019, e outros colocados na lista de partida como “castigo”, a Vuelta sofre um pouco com a sua lista de participantes. Muitos, como o caso de Nibali e Porte, por exemplo, estão presentes devido ao seu azar no Tour e procuram salvar a temporada numa prova que, apesar de tudo, tem tido nos  últimos anos um crescente interesse por parte dos grandes nomes, de tal forma que, hoje em dia, seria quase impossível existir no curriculum da Vuelta, nomes como Horner ou Cobo.

Vejamos o percurso e os perfis de cada etapa:

1ª etapa: Málaga – Málaga – 8 kms

Desde 2009 que a prova não arrancava com um C/R Individual. As primeiras diferenças entre os favoritos começam cedo. Um percurso rolante com um topo de 1,5 km a 6% de inclinação.2ª etapa  : Marbella – Caminito del Rey (163,9 km)

A prova ainda está a começar mas as dificuldades apatrecem na parte fonel da etapa, Uma chegada para trepadores com 3,4 kms a 7%. Uma etapa que vais servir como teste e medir forças entre os pretendentes à camisola mais desejada.

3eª etapa : Mijas – Alhaurin de Torre (178,2 km)

A primeira etapa para os sprinters, que não irão ter muitas oportunidades. Ñão é uma etapa totalmente plana, a sua maior dificuldade está, porém, a 130 kms do final, com uma contagem de 1ª categoria e uma ascensão de 20 kms a 5%

4ª  etapa : Velez-Malaga – Alfacar (161,4 km)

Mais uma chegada em montanha, 12,4 kms com 5,3% de pendente média. A corrida deixa a Província de Málaga para entrar em Granada, com uma chegada na serra de  Alfaguara. ;Muitos dos favoritos terão aqui as suas primeiras dificuldades e , alguns deles, sacrificarão preciosos segundos.

5ªetapa : Granadea – Roquetas de Mar (188,7 km)

Um regresso para os sprinters, numa etapa sem grandes dificuldades, mas difícil de controlar.

6ª  etapa : Huercal-Overa – San Javier (155,7 km)

Uma nova oportunidade para os sprinters brilharem, isso se não houver ventos. A etapa aproxima-se do mar e as ” bordures” podem suceder-se.

7ª etapa : Puerto-Lumbreras – Pozo Alcon (185,7 km)

Embora seja classificada como etapa plana, uma contagem de 3ª act. a 12 kms do final pode causar alguns dissabores a quem quiser valer os seus dotes de sprinter, e pode proporcionar uma oportunidade para os ciclistas mais ousados.

8ª  etapea : Linares – Almaden (195,1 kms)

A antecâmara do início das grandes montanhas. Com uma semana de prova, o cansaço começa a pesar nas pernas dos ciclistas. É uma etapa de transição, e uma excelente oportunidade para fugas, com um final com constantes sobes e desces.

9ª  etapa : Talavera de la Reina – La Covatilla (200,8 km)

O Alto de la Covatilla é a primeira dificuldade séria da Vuelta.  25 km sempra a subir para a estação de esqui de  Sierra de Béjar. A pendente média é   5,6 %., mas com passagens a 14%, o que pode ditar leis e escalonar os favoritos na geral individual.

10ª etapa : Salamanca – Fermoselle (177 km)

Uma oportunidade para quem quiser ver ao vivo o pelotão da Vuelta que passa bem perto da nossa fronteira. . Será mais uma chegada ao sprint, com quase toda certeza.

11ª  etapa : Mombuey – Ribeira Sacra (207,8 km)

A etapa mais longa e a única que tem mais de duas centenas de kms. neste capítulo a Vuelta esteve bem. É um percurso acidentado, com quatro montanhas de média dificuldade .

12ª etapa : Mondonedo – Faro de Estaca de Bares (181,8 km)

Estamos na Galicia e, apesar de ser uma etapa propícia para os sprinters, também náo será de excluir uma tirada para uma fuga.

13e étape : Candas – La Camperona (174,8 km)

A Vuelta entra na sua fase decisiva e também no Principado de Asturias começando com o Puerto de Tarna (16,8 km à 4,9 %). IA chegada a Camperona, com  8,8 km e 6, 5 % de pendente média. os dois últimos kms são muito difíceis com um desnível médio de 15 % e um troço de  25 %.  Uma etapa em que os favoritos não podem falhar.

14e étape : Cistierna – Les Praeres (171 km)

Nova jornada de montanha, com uma chegada inédita. Depois de quatro difucldades mon tanhosas a prova termina  em  Praeres de Nava : 5 km, a 13,5 % de média, com rampas de 23%.

15e étape : Ribeira de Arriba – Lacs de Covadonga (178,2 km)

E as dificuldades continuam, ou não estejamos nas Asturias. Uma etapa com um acumulado de 4000 metrso, terminando nos mitícos Lagos de Covadonga. (12,2 km à 7,2 % de média).

16e étape : Santillana del Mar – Torrelavega (32 km)
É um C/R rolante, excelente para os especialistas ou para ciclistas que tenham ainda grandes reservas físicas.
17e étape : Getxo – Monte Oiz (157 km)

E estamos no País Basco com mais uma etapa de alta montanha e uma chegada ,  mont Oiz , que não vai ser pêra doce, com  8,5 km de extensão, e uma pendente média de 10 %.

18e étape : Ejea de los Caballeros – Lleida (186,1 km)

Uma etapa para roladores e para os sprinters. A questão é saber se, nesta altura haverão muitos sprinters e equipas dispostas a controlar.

19e étape : Lleida – Alto de la Naturlandia (154,4 km)

Mais uma chegada em alto e depois de tanta montanha, as diferenças podem ser significativas.O monte de  la Rabassa é bastante longo com  17,5 km a 6,3 % .

20e étape : Escaldes-Engordany – Collada de la Gallina (97,3 km)

As principais montanhas de Andorra estão concentradas na etapa mais curta da prova. Não chega aos três digítos. Seis montanhas mais de 400 metros de acumulado: la Comella (4,8 km a 6,5 %), Beixalis (10,1 km a 6,4 %), Ordino (11,4 km a 6,4 %), Beixalis (7,1 km a 7,6 %), outra vez Comella, depois  la Gallina (7,8 km a 7,6 %). Uma boa jornada para uma mudança de camisola no penúltimo dia.

21e étape : Alcorcon – Madrid (100,9 km)

A etapa da consagração com Madrid como pano de fundo.