Raul Alarcon pois claro – João Rodrigues a revelação da Volta

Raul Alarcon  foi o vencedor esperado da Volta, foi quarto no C/R, que Vicente Mateo venceu, não de forma surpreendente. Na verdade, o percurso, uma autêntica gincana , era-lhe muito favorável, dadas as suas caraterísticas tecnicistas .

Fafe foi inundada por uma multidão. O centro da cidade não é muito grande, ruas apertadas, mas a verdade é que o ciclismo atraiu um mar de gente, a esta cidade minhota, amiga do ciclismo. Mas o percurso do C/R podia ter sido um pouco melhor, dizendo por outras palavras , não era um percurso para c/relogistas, mas como era igual para todos, valeu pelo facto de ninguém ter caído, e só por isso já foi bom. Aliás pode-se dizer que esta Volta teve algumas quedas, felizmente todas sem gravidade, isto é sem que nenhum ciclista tivesse fraturado fosse o que fosse.

Sem grandes alaridos, o FC Porto dominou mais uma vez a competição, com grande supremacia em relação aos seus adversários, em especial ao Sporting, a única equipa que se lhe iguala em termos orçamentais. A diferença, contudo, foi abismal. O Sporting apostou na geral individual e ia perdendo o segundo lugar para Vicente Mateo, perdeu coletivamente , o mesmo acontecendo com a montanha. Saiu da Volta sem um triunfo de etapa, situação em que a Aviludo -Louletano conseguiu triunfar por três vezes, sempre com o mesmo ciclista, Vicente Mateo.  Uma equipa que apostou algumas vezes, acreditou nos triunfos de etapa, e ia acreditando que era capaz de vencer.

A Radio Popular-Boavista esteve bem nos diretos. Apostou nas fugas, pretendeu chegar à liderança coletiva, mas convenhamos que muito dificilmente poderia ser vencedora. Venceu a etapa mais emotiva da Volta, com, Domingos Gonçalves, teve outro momento alto com David Rodrigues.

A Efapel de Américo Silva teve intervenção na corrida, conforme é apanágio das equipas comandadas pelo antigo ciclista. Lutou muito e merecia um triunfo de etapa, que esteve por um fio na chegada a Viana do Castelo, onde Daniel Mestre, que se esperava muito mais , foi segundo. Mais uma vez, Henrique Casimiro foi o melhor homem da equipa, mas também longe do seu real valor. Nem sempre há anos iguais, e a Efapel pode-se queixar disso, mas nem por isso a equipa passou despercebida.

A Vito-Feirense viveu de Edgar Pinto, que lutou por um triunfo de etapa. Primeiro nas Penhas da Saúde depois na Senhora da Graça, mas já não tem o fulgor de outros anos. Xuban Errazquin venceu a Juventude, feito que terá de confirmar no futuro.

Se já falamos um pouco de todas as formações ditas profissionais nacionais, uma palavra para as três formações continentais de sub-25, que passaram no teste, não com distinção, mas com nota positiva.

O Mortágua-Miranda teve em Gonçalo Carvalho a surpresa, enquanto a Liberty Seguros teve em André Carvalho uma confirmação. Contudo, o que se notou é que alguns destes ciclistas estiveram muitos anos no escalão sub-23 e estagnaram. Não deram o salto quando deviam, correram muito am anos anteriores e agora é tarde para uma maior evolução.

A LA -Alumínios tentou ganhar algum protagonismo nas fugas, mas pouco mais fez, e apesar de ter uma melhor classificado que as suas duas congéneres, o resultado geral não foi tão conseguido .

Foto de Volta a Portugal.

Revelação da Volta, apontaríamos alguns nomes, mas João Rodrigues foi de facto o maior nome desta Volta a Portugal, confirmando a sua excelente época. Mas será que continuará a evoluir ? Esta a grande questão .

E pronto, foi a Volta possível , complementada com um pelotão estrangeiro que não foi  assim tão mau . A Euskadi talvez tenha sido a melhor formação, mas não nos esqueçamos dos quatro triunfos de etapa conseguidos pelas equipas além fronteiras . Fracas demais poderão ter sido a equipa do Equador e a Amore e Vita, as restantes lá foram andando.

2 comentários a “Raul Alarcon pois claro – João Rodrigues a revelação da Volta”

  1. Alguns ciclistas sub-23 estiveram muitos anos no mesmo escalão como afirma o articulista do referido artigo. Tal deve-se às equipas portuguesas profissionais que não os integraram nas suas equipas, preferem contratar ciclistas estrangeiros de preferência espanhóis ou seja , as equipas portuguesas contribuem mais para o desenvolvimento do ciclismo espanhol do que o português.
    Diz que não deram o salto, agora é tarde para uma maior evolução…. Só o futuro o dirá, certezas não há.

  2. O Insucesso do Sporting justificasse apenas com um nome…Vidal Fitas. Sempre com intervenções arrogantes e algumas vezes até a roçar as faltas de respeito para com os jornalistas, geriu muito mal as etapas e as armas que tinha. Frederico Figueiredo é um belo ciclista mas nunca vai ser um ciclista para aqueles ataques sem grande sentido que andou sempre a fazer, acredito que causaria muito mais estragos a impor ritmo. Marque igual, já para não falar que com a idade que tem isso ainda se acentua mais. Nocentini ainda tentou na etapa da Sra da Graça, mas os mais de 3 meses sem competir foram fatais, se não estava em condições não devia ter alinhado à partida, mas o Vidal não devia saber isso. Já para não falar nos 3 ciclistas que entraram na equipa este ano, que pouco ou nada acrescentaram a época e sinceramente não sei se no futuro o farão…deixar sair o Luís Fernandes para entrar qualquer um destes, enfim. A única coisa que o Sporting se pode queixar para lá do director desportivo é mesmo da desistência do Mário Gonzalez…

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