Será que amanhã haverá mudanças ?

Quando se olha para o perfil da ultima etapa em linha da Volta a Portugal, fica-se com a sensação de que tudo pode acontecer naquele que sempre foi considerada pelos ciclistas, como a tirada mais difícil desta Volta.

Os corredores vão completar 155,2 quilómetros, entre Felgueiras e o alto da Senhora da Graça. A subida final (8,3 km a 7,6 por cento de inclinação média) é precedida de duas outras montanhas de elevada dificuldade, o alto da Barra (13,3 km a 5,8 por cento) e Barreiro (9,9 km a 6,5 por cento), esta uma inovação na Volta.

Na verdade, assim é. Mas as etapas,  quem as faz difíceis são os ciclistas, e em especial os ataques . É uma realidade que o FC Porto, já o temos dito não está tão forte como em anos anteriores. Na importante máquina azul e branca é notada a ausência do “comandante”, Samuel Caldeira. Mas, a oposição parece ainda mais fraca. No Sporting, Joni Brandão praticamente só pode contar com ele próprio. Marque vai ter algumas dificuldades na alta montanha e Frederico pode ser a muleta do chefe de fila, já que Nocentini não parece querer intrometer-se nestas coisas. O italiano tem passado demasiado despercebido.

Para dar a volta à corrida, Joni Brandão sabe que tem de atacar de longe, logo na primeira contagem do PM de 1ª categoria, endurecendo a corrida primeiro. A pergunta coloca-se, contudo: com quem ?

Considerados os  únicos favoritos, por parte da Comunicação Social, com interesse comerciais, é natural, porém, que outros nomes se possam intrometer na corrida, como Edgar Pinto, João Benta, Daniel Silva, Casimiro Henrique e, porque não, Vicente Mateo ? A acontecer seria o melhor para a renovação do ciclismo nacional, e para uma nova mentalidade do jornalismo em Portugal.

Esperemos por amanhã para ver.

1 comentário a “Será que amanhã haverá mudanças ?”

  1. Concordo com a observação que o Porto mesmo mais fraco que outros continua a poder ser a equipa mais forte, mas resumir o Sporting ao Joni parece-me muito redutor para a equipa e para os restantes ciclistas…o Sporting conta com 3 ciclistas no top 10 (com o Frederico na Torre a ser claramente o ciclista que ia mais fácil além dos dois da frente) e o facto de o Nocentini ter estado “ausente” desde a etapa da torre não quer dizer que amanhã não possa ser uma ajuda importante (aliás um caso muito semelhante ao que se poderá passar com o António Carvalho). A não esquecer que o Sporting corre com 6 quase desde o inicio e que o Mário parece um ciclista em evolução e que este ano até estava a fazer uma época bastante competitiva, logo traduziu-se numa baixa de peso.
    Fora isto amanhã gostava de ver alguém da Efapel ganhar, especialmente o Henrique Casimiro, era um prémio justo para uma equipa com uma volta muito abaixo daquilo que se esperava.

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