Enrique Sanz o vencedor em Santa Luzia, no dia em que o FC Porto tremeu

Foto de Volta a Portugal.

Uma etapa simples, sem grandes problemas, esta que ligou Montalegre, onde à partida, Acácio da Silva apresentava o seu livro, a Viana do Castelo, contudo, é por vezes nas tiradas mais descontraídas que surgem os maiores problemas.

A etapa rolou muito forte. Nas duas primeiras horas de corrida percorreram-se 95 kms, por aqui se pode ver como o pelotão andou. Tentativas não faltaram, mas invariavelmente a W52-FCP anulava todas as fugas, aliás uma situação que tem acontecido desde o primeiro dia, e hoje que o diga a Efapel, que bem tentou várias vezes, mas sem êxito.

Como percurso até à saída do Gerez foi sempre a rolar, o pelotão abrandou um pouco, quando começou a estrada começou a empinar, em S.bento da Portas Aberta e começou a sofrer as primeiras baixas. Na subida de Covide, depois de um ataque de David Rodrigues ( RP-Boavista), Joni Brandão atacou forte  formando-se na frente um grupo de 23 homens que chegou a ter 55 segundos de vantagem. Na frente estavam os principais classificados, mas o FC Porto era a equipa que estava com menos representatividade, apenas Alarcon e Ricardo Mestre. O Sporting tinha 4 elementos, os seus melhores homens, a Efapel outros quatro , o Louletano três e a RP-Boavista cinco ciclistas.

Durante cerca de 15 kms o pelotão voou, na frente eram os homens do Sporting que puxavam forte, cá atrás foram primeiro os ciclistas da Coop, por pouco tempo, obrigando, depois,  o FC Porto a uma perseguição muito forte.

Tudo se recompôs, mas foi um dos momentos mais emocionantes desta Volta, provando que, afinal, o poderoso esquadrão azul e branco, não está tão poderoso quanto isso. Na verdade, com Vinhas lesionado , com Carvalho em baixo de forma, João Rodrigues com alguns problemas no joelho direito, vale a Alarcon o poder de Gustavo Veloso e Ricardo Mestre. A Volta mexe e o Sporting parece não ter atirado a toalha ao chão.

Na frente tudo na mesma. Stacchiotti acordou tarde na disputa de pontos nas metas volantes, para poder sonhar com a camisola verde, na posse de Mateo. Na montanha, Joni Brandão parece apostar nesta classificativa, comandada por Alarcon.

Coletivamente o Sporting comanda, mas tudo pode dar uma volta. Raul Alarcon, esse, por enquanto parece intocável.

Amanhã nova etapa de transição, com um final complicada nas voltinhas de Braga e as passagens no Sameiro. Em quase todas as etapas desta Volta há uma armadilha escondida.

Classificação:

 

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