Afinal equipas estrangeiras não são tão más como “alguns” as pintaram

Falou-se muito do pouco nível competitivo das equipas estrangeiras presentes nesta Volta a Portugal, principalmente aqueles que só criticam pela negativa. Contudo, o nível destas equipas não é. afinal tão mau como se pintou.

No final da primeira fase da competição, em cinco etapas, duas foram vencidas por um ciclista estrangeiro, o italiano Riccardo Stacchiotti, que já provou ser o melhor sprinter da Volta, o que já não é mau,e que pode, a exemplo de outros ciclistas que por cá passaram, tornar-se num dos melhores sprinters da cena internacional.

Mas a grande surpresa da prova tem sido a equipa da Malásia, a Sapura, que tem mostrado nas fugas todo o seu empenho, sendo a equipa que mais vezes rolou na frente do pelotão. Em, todas as etapas, os malaios têm colocado homens na frente da corrida, chegaram a andar com a camisola da montanha, com o alemão Mario Vogt, e têm ainda a equipa completa. Muitas foram as vozes que apostavam que os malaios não chegavam a meio da prova, afinal não é bem assim.

A formação da Caja Rural ganhou o prólogo e, depois levou a camisola amarela nos ombros de Rafael Reis até ao final da 3ª etapa, onde perdeu para Alarcon. Contudo, os espanhóis controlaram as etapas alentejanas, sabendo que o seu reinado acabaria em breve. Mas assumiram e conseguiram os seus objetivos.

A formação israelita da Cycling Academy  tem em Natham Earle, o melhor classificado das equipas vindas de fora, na 13ª posição. O australiano fez uma boa subida nas Penhas da Saúde, já é um ciclista experimentado.

Não se pode , pois, atirar muitas pedras contra a qualidade destas formações, em tudo semelhantes às equipas que militam nos escalões da 3ª divisão.