Bis para Stacchiotti – Rui Vinhas o homem do dia

A etapa começou muito forte, ainda mal tinha sido o tiro de partida do Sabugal, concelho amigo do ciclismo, rumo a Viseu, e já as tentativas de fuga se sucediam sem parar. Tentar bem tentavam muitos ciclistas, mas o pelotão não deixava, a W52-FCP controlava e estava atenta às escapadas. Algumas equipas não tinham ordem de saída, pelo menos as que tinham sprinters. Os portistas precisavam de equipas para perseguir ao longo da etapa, e se queriam não ter muito trabalho tinham que ter interessados em que a etapa se disputasse ao sprint.

Uma primeira escapada de três ciclistas deu o mote, os portistas arrumaram-se para o lado, e quem entrou a perseguir foram os homens da Efapel. Os comandados de Américo Silva anularam todas as escapadas, trabalhando para um chegada em sprint maciço, com o pensamento em Daniel Mestre.

Numa etapa deste tipo, sem dificuldades, e com demasiados quilómetros para poder ser considerada interessante, o italiano Riccardo Stacchiotti era, porém, o grande favorito, Possante, forte e sem mexer uma palheira – a sua equipa também não tem qualquer tipo de argumentos – os seus colegas defendiam-se penosamente na cauda do pelotão, o jovem da Mstina -Focus não deu qualquer hipótese.Foto de Frederico Oliveira.

O ponto negativo da etapa, surgiu por volta dos 80 kms, quando Rui Vinhas deu uma aparatosa queda, ao que parece tocado por um carro de apoio, pois seguia sozinho no meio dos carros de apoio. Ficou bastante maltratado, mas não desistiu. O ciclista do FC Porto veio a integrar o pelotão uns kms mais tarde, com a cara toda ensanguentada e com ferimentos nos dois braços.  Um ponto que começamos por classificar de negativo, porque um infortúnio nunca se pode classificar de outra forma, mas que, ao longo da etapa e no  final, se transformou no ponto mais alto da tirada: é desta fibra que se fazem os campeões. É esta fibra que distingue os ciclistas como os desportistas mais sublimes.

Classificação: