O que aconteceu hoje é muito dificil de ver em qualquer outro lado, e do ponto de vista científico mais difícil ainda

Para se saber o quanto é diferente  e dificil a vida de um ciclista em comparação com qualquer desportista, atentemos o que passaram a maioria dos ciclistas no dia de hoje.

Para a partida fizeram uma viagem de 120 kms em média, uns de Portalegre, outros de Alter do Chão para a Sertã, que durou mais de uma hora, o que os obrigou a tomar o pequeno almoço quase com quatro horas de antecedência ao horário de partida.

No final de etapa nova viagem de 130 kms, de Oliveira do Hospital para a Guarda.

Estavam uns a começar a ser massajados e outros a repousar merecidamente quando chegaram os homens do controlo anti-doping, para análise à urina e ao sangue, pormenor que parece ter sido efetuado com todas as equipas, ou pelo menos as nacionais.

O descanso que todos deveriam ter , ou pelo menos ser respeitado por quem de direito, não foi possível. Em vésperas de uma etapa dura, e em vez de descansarem alguns ciclistas passaram o seu descanso, sentados, à espera de urinarem, pois tinham urinado quando tomaram banho.

Sem marcação de um local com condições técnicas, por parte da entidade responsável, os controlos acabaram por ser feitos em qualquer local .

A vida de ciclista é dura, já não chega o sol, o calor para alimentar a alma, é preciso algo mais. Não temos nada contra o controlo anti-doping, exige-se apenas respeito e tratamento paritário com outras modalidades desportivas. Bem disse, em tempos, o atual diretor da Adop que para ele eram todas as modalidades iguais, mas isso não é verdade. É acima de tudo discriminatório, o que é contra todas as normas de cidadania. Pelo menos assim deveria ser: tratamento igual para todos.

O que aconteceu hoje é muito dificil de ver em qualquer outro lado, e do ponto de vista científico mais dificil ainda.