Tudo na mesma na frente da corrida- Louletano-Aviludo venceu em Portalegre

São bravos, lutadores como poucos, capazes de sofrer em cima da bicicleta, da mesma forma que o agricultor sofre com a sua enxada. A diferença é que o agricultor consegue defender-se. Levanta-se cedinho, e quando o sol aperta faz a sesta, para voltar às lides pela tardinha.

Aqui não. No pino do calor ouve-se o estalido do tiro de largada, correm os mais atrasados para a linha de partida, e tudo se põe em caminho, como se tudo estivesse normal. Rija têmpera este homens que pedalam em cima da bicicleta, com o sol no pino da sua força tórrida, e talvez por isso mesmo, merecem a admiração do povo, que hoje acorreu à estrada com mangueiras e garrafas de água. Os bombeiros apareceram com as suas mangueiras em quase todas as localidades por onde a etapa passou, refrescando os ciclistas, mas também os batedores da GNR e toda a caravana.

Posto este intróito entremos na corrida, percorrida a uma média baixa, outra coisa não seria de esperar, para, a terminar, ter o caso do dia. Depois de uma fuga que durou muito tempo, mas que nunca ultrapassou os 3/ 4 minutos, composta por  Muhammad Azman (Team Sapura Cycling), Andrea Ruscetta (MsTina-Focus), David Ribeiro (LA Alumínios) e Samuel Blanco (Liberty Seguros-Carglass), que terminou quando o pelotão entendeu que deveria acabar.

O pelotão entrou compacto  em Portalegre, precisamente pelo lado mais dificil e mais perigoso. Na subida que antecedia a entrada na cidade, os mais debilitados fisicamente foram ficando e, mesmo no final da descida, já com o pelotão partido, depois de um ataque de Domingos Gonçalves, deu-se uma queda.

Houveram diferenças de tempo entre os ciclistas, pois o grupo na altura da queda já vinha partido, que dariam para mudança de camisola. No sprint final o Louletano-Aviludo colocaria dois homens nos dois primeiros lugares com Vicente Mateo a triunfar.

Até aqui tudo bem, e um primeiro esboço classificativo dava Domingos Gonçalves como novo camisola amarela, mas o Júri reuniu e decidiu dar o mesmo tempo a todos os ciclistas, pelo facto da queda se ter dado já dentro dos ultimos três kms.

O Júri terá decidido bem se, efetivamente o pelotão vinha compacto e não fragmentado, isto é, se à frente da queda já vinha partido, e a queda se dá atrás do grupo, os tempos deveriam ter sido contabilizados. Os resultados demoraram bastante tempo a sair e o Júri decidiu atribuir o mesmo tempo a todos, com Rafael Reis a conservar a amarela, ficando tudo na mesma. Uma decisão sempre dificil de descortinar . Em Portugal, na nossa Volta , ainda não temos o VAR, como no Tour, mas atendendo ao elevado numero de oficiais, já era tempo dos auxiliares de chegada, cronometristas, juízes de partida, etc poderem ser aproveitados, precisamente para visualizarem estas situações.

Hoje já foi um cheirinho a Volta nestes últimos dois três quilómetros da etapa de hoje, amanhã as coisas vão mesmo aquecer.

Classifi

cação:

 

1 comentário a “Tudo na mesma na frente da corrida- Louletano-Aviludo venceu em Portalegre”

  1. Inacreditável a decisão. Havia uma pequena diferença logo atrás do César Martingil. E se não houvesse queda ele seria o novo Camisola Amarela…

Os comentários estão fechados.