Com este calor não é possível andar mais rápido – Stacchiotti, esse sim, foi o mais veloz

A velocidade com que os ciclistas percorreram os 190 kms da 1ª etapa da Volta não foi  muito elevada, em parte pela alta temperatura, entre 40 e 43 graus centígrados, e enfim porque era a primeira etapa , sempre difícil para os ciclistas, em especial para os mais experientes.

Fugas houveram algumas, nada de nomes importantes, com uma equipa a dar nas vistas nesta matéria, os malaios da Sapura, que estiveram sempre na cabeça da corrida, desde a partida e quase até à chegada. O alemão  Mario Vogt (Team Sapura Cycling) foi o herói do dia, andou muitos quilómetros isolado, indiferente ao calor.

Jesse Ewart( Sapura), Pierpeolo Ficcara ( Amore e Vita ) e Rui Rodrigues ( Aviludo) foram os últimos fugitivos do dia, alcançados a cerca de 5 kms da meta, depois do pelotão ter acelerado a fundo, com a impulsão de várias etapas.

Uma etapa sem dificuldades, com um excesso de quilómetros, tal como a tirada de  amanhã – já não se usam muito este tipo de quilometragens – percorridos em regiões que se sabia, iriam ser difíceis pelas altas temperaturas. É bom que haja uma abordagem a todo o território nacional, mas há que ter em linha de conta os prós e os contras.

Três pontos marcaram a tirada : o controlo da Caja Rural em defesa da camisola amarela de Rafael Reis, que se manteve mais um dia na liderança da corrida, a queda de Joni Brandão a cinco kms da meta, que recolou ao pelotão in-extremis, e o abandono de Joaquim Silva (Caja Rural) que, desde o principio da etapa deu sinais evidentes de que não estava bem. A etapa valeu também pelo sprint, e pela confirmação do italiano Riccardo Stacchiotti ( Mstina) – já tinha vencido uma etapa no GPN2 – o que prova, afinal, que os estrangeiros desta Volta não são assim tão maus, como muitos pintaram.

Venha a etapa de amanhã, que não se perdia nada fosse encurtada, pelas más condições climatéricas  que estão previstas.

Classificação :