A Volta começou a arrancar lentamente

Um pelotão de 131 ciclistas, ver quadro anexo da lista de inscritos, um percurso de cortar à faca, o regresso anunciado do calor, e um ambiente morno que marcou, hoje, em Setúbal, a apresentação das equipas na RTP1.

Pouca inovação na cerimónia que se pode considerar de abertura da Volta, afinal o evento já mexe com os portugueses, pelo menos aqueles que gostam de ciclismo.

Um prólogo curto, cuja ordem de partida também podem consultar nesta peça, que vai provocar pequenas diferenças de tempo, entre os principais ciclistas, e cujo resultado não nos atrevemos a vaticinar.

Uma Volta sem bonificações, e com menos quilómetros de C/R, o que  a torna mais equilibrado, mas muito dura, e que proporciona melhores condições aos ciclistas  mais fortes e experimentados, se é que assim se pode considerar. Tirando as duas primeiras etapas, a chegada a Albufeira e a Portalegre, em que os sprinters poderão ter as suas chances, nas restantes etapas em todas elas existem ao longo do percurso, e nas proximidades das linhas de chegada, dificuldades de monta, que irão proporcionar um bom espetáculo televisivo.

Duas etapas ditas rainhas, a quarta com as subidas para a Torre, via Seia, nos primeiros 60 kms da etapa e no final da etapa com a subida para as Penhas da Saúde via Covilhã , e a penúltima com uma série de montanhas, uma das quais inovadora e com final no alto da Senhora da Graça.

Um pelotão com algumas equipas de algum renome, a Coop, Acqua Protect, Caja Rural, Israel Cycling Academy, Euskadi-Murias e outras sem  grandes argumentos os malaios da Sapura, os equatorianos da Movistar-Equador, Team Differdange e algumas por confirmar, caso da Amore e Vita e da Mstina, que esteve recentemente no GPN2.

É a Volta edição 80, o maior espetáculo desportivo do nosso país.