Deceções, revelações e confirmações

O futuro do ciclismo é anualmente renovado com o final do Tour, altura de se avaliar as deceções, as confirmações e as revelações.

Se no primeiro ponto, nomes que foram revelações, nunca confirmaram o que prometiam, e que já entraram numa fase da sua carreira, em que dificilmente poderão ser considerados potenciais vencedores do Tour, em 2019. Referimo-nos a Quintana que, desde a sua primeira participação, em 2013, se esperava poder transformar-se num potencial vencedor de uma edição do Tour, nunca passou de favorito. O mesmo se poderá dizer de Landa, e até de Bardet. São bons ciclistas mas não podem almejar vencer um Tour.

Na lista das desilusões deste edição, teremos de salientar a mau feitio de Gianni Moscon, pormenor importante na ascensão da sua carreira. Quem passou ao lado também, foi Rigoberto Uran, e a maior deceção foi Marcel Kittel, para além de evidenciar mau profissionalismo, ainda se queixou dos dirigentes da sua equipa, que lhe pagam anualmente o impensável. Outro nome que não confirmou foi Adam Yates, longe dos lugares cimeiros passou ao lado da prova.

No lote das confirmações teremos, Froome, não demonstrou a mesma potências de anos anteriores, a idade poderá começar a pesar, mas não nos esqueçamos dos quilómetros que já leva nas pernas. Será dos poucos trintões que confirmou.

O futuro do ciclismo parece, contudo, estar reservado a Tom Dumoulin e Primus Roglic, 27 e 28 anos respetivamente, potenciais candidatos a ganhar o Tour em 2019.Nas revelações já o dissemos ontem,  Egan Bernal foi a melhor.