Prémio J. Agostinho um sucesso quase total

Se o Luís Gonçalves  dissecou de forma clara, as etapas sem chama do Tour, nesta primeira fase, não é menos verdade que, ao contrário, a animação foi a palavra de ordem no GP Joaquim Agostinho.

As etapas foram bem delineadas, bastante competitivas, com percursos duros, em especial a ultima tirada que terminou no Montejunto e que daria uma grande etapa da Volta, e seria mesmo um autêntico festival de público, contribuindo para a força da modalidade, e dando uma chama maior a uma região que sempre esteve com o ciclismo.

Grandes nomes contribuíram para a popularidade que a modalidade goza na região do Oeste. Naturalmente que Joaquim Agostinho foi o maior de todos, mas já antes, João Roque, Leonel Miranda, Manuel Luís, António Teixeira, depois Jorge Silva e a famosa equipa da Sicasal, foram fatores importantes que ajudaram a cimentar as projeção do ciclismo na região.

A organização do Prémio agarrou bem o projeto, que já leva 41 anos, um pouco por força e alma do Francisco Manuel, e por lá passaram grandes nomes , equipas e seleções do ciclismo mundial. Com um bom lote de patrocinadores, um punhado de elementos verdadeiros amantes da modalidade, que todos os anos estão de coração aberto com a prova, o certo é que o Prémio Joaquim Agostinho merece mais e pode, também fazer mais.

Primeiro, a prova sempre teve algumas dificuldades de relação com a proximidade com a Volta a Portugal. Agora tem encostado uma outra prova, que tira grandeza a uma e outra competição. Não  é possível, a menos de três semanas do início da Volta a Portugal, existiram duas provas  separadas por dois dias, com tanta dificuldade, e encostadas à Volta a Portugal.

Este é o primeiro senão, o segundo ; a prova pela tradição, pela grandeza,  tem de proporcionar melhores condições de participação às equipas. Este tem sido, um dos busílis da prova, de que se queixam equipas e ciclistas, em especial pelo período da época em que a prova é realizada.

Este será um dos pontos em que a Organização terá de trabalhar mais e melhor em 2019, se quer ser a competição com mais carisma do calendário nacional.

Com um grupo de trabalho muito experiente, a UDO, entidade organizadora da prova, tem a máquina bem oleada, organizando sem falhas, um evento sempre difícil de coordenar, como é uma prova de ciclismo, sujeita a múltiplos factores que podem contribuir para situações de grande stress..