As escolhas da Movistar

À entrada da Volta a França a escolha do plantel da Movistar parecia apontar para vários planos, tal é a qualidade de potenciais vencedores de alguns do seus ciclistas.

Olhando para a equipa espanhola, o que nos salta à vista será uma equipa fortíssima quando chegarem os verdadeiros dias de montanha. Ficamos contudo a pensar de que forma, ou em que posição, chegarão alguns dos seus melhores ciclistas a esses dias decisivos. Noutras equipas com as mesmas ambições de vitória, não foi tão desacautelado o CR equipas, nem se espera tanto pela sorte naquela que poderá ser uma das etapas decisivas deste Tour, a que termina em Roubaix.

É certo que Quintana teve alguma azar. Mas num exercício de pura especulação, também se viu que ficou sem apoio e que estava bem perto dos 3 km finais. Nessa especulação não se sabe se, de todo, conseguiria ou não pedalar, mas por mais uns metros não perdia mais de um minuto! Bem, também nunca se sabe, se esse acontecimento foi o melhor que sucedeu à Movistar, na verdadeira definição da sua escala de importância.

Poderemos estar redondamente enganados mas, como já dissemos, o dia de Roubaix será um dos mais decisivos deste Tour. Não nos indicará o vencedor do Tour, mas vai-nos dizer quem não vai ganhar a prova francesa deste ano. A Sky, a BMC, a Bharain e até a Ag2r parecem ter olhado bem para esse dia. Nesta etapa, se e quando surgirem dificuldades, a falta de apoio será fatal. Por tendência, Valverde safa-se sozinho e, embora me possa equivocar, não estou a vê-lo esperar por ninguém.

Há uns anos, apesar de posteriormente ter beneficiado das desistências de Froome e Contador, o italiano Nibali e a sua equipa de então, numa etapa parecida, deram uma séria machadada nas aspirações de muita gente que ficou a “pé” e visivelmente sem qualidade no apoio.
Luís Gonçalves

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