C/R por equipas a prova mais exigente ?

A disciplina do C/R por equipas é a disciplina do ciclismo mais exigente, e stressante para um ciclista. Se no seio de uma equipa, poderá haver um ou dois especialistas do C/R, não é menos verdade que a grande maioria dos seus componentes, não tem as competências necessárias para aguentar um ritmo tão diabólico, que obriga : a uma maior rotação, utilização de desmultiplicações elevadas,  adaptar a ritmo cardíaco ao grupo, uma elevada dose de concentração, e render sem perda de ritmo e velocidade.

É também uma prova que necessita de um bom entrosamento dos seus componentes, o que nem sempre é possível, dada a dificuldade em efetuar treinos específicos, por força da dispersão do calendário, que nem sempre permite que a equipa que está no Tour, esteja disponível para treinar esta especialidade.

Numa prova com as características do C/R do Tour, oito elementos é importante, mas não fundamental. Na verdade, algumas equipas obtêm melhor resultado se renderem apenas quatro a cinco ciclistas.

Numa equipa como a Sky, com igualdade de valores, os oito ciclistas são fundamentais, mas numa equipa como a Katusha com vários especialistas do C/R, quatro a cinco elementos são essenciais, principalmente a partir do meio da etapa para a frente. Mais ciclistas poderá ser um empecilho.

Fundamental é também o material disponível para cada equipa. A aerodinâmica da bicicleta proporciona importantes segundos de vantagem. O equipamento idem aspas, que obrigou já a UCI a proibir determinados materiais, como o caso da malha vortex, utilizada o ano passado pela Sky nos ombros do seus fatos de C/R. Este ano, a equipa britânica utilizou um outro tecido,  Body Paint 4.2b Speedsuit, destinado a obter um melhor rendimento em altas velocidades. Recentemente a equipa do Lotto -Soudal utilizou um gel na parte das pernas, braços e cara dos ciclistas, mas não guardou o segredo e a UCI , de imediato proibiu a sua utilização.

Em vésperas do Tour, a equipa francesa da Fortuneo mudou repentinamente de marca de bicicletas, a menos de uma mês para o início da prova, substituindo a Look pela BH. Segundo os responsáveis da equipa, a bicicleta francesa não proporcionava um bom aerodinamismo, nas provas de C/R.

Peter Sagan's S-Works Shiv TT

 

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