ASO quer impedir Froome de alinhar no Tour

Chris Froome recebeu uma notificação da ASO, dando conta da indisponibilidade da entidade organizadora do Tour, em aceitar a sua presença na prova.

Invocando um artigo do regulamento do Tour, que impede a participação de um ciclista ou equipa que comprometam a sua  imagem , a ASO notificou o ciclista e a equipa que não será aceite a sua inscrição.

Mas serão assim tão fácil à ASO, impedir a presença de Chris Froome ? A questão que se coloca neste momento é o tempo.

Matreiramente, a ASO arrastou a situação quase até ao limite, numa tentativa de impedir ao ciclista e à equipa de se defenderem nos tribunais.

Mas a grande questão é se os regulamentos particulares se sobrepõem aos regulamentos internacionais e oficiais da modalidade, e se qualquer organizador pode, à margem dos regulamentos,  legislar o que lhe convém.

É um problema demasiado sério para a UCI, pois doravante, qualquer organizador poderá alegar o referido artigo, e impedir quem não lhe interessar nas suas provas. Postas as coisas no devido lugar, quem é a ASO para impedir uma equipa ou ciclista, que não está castigado de alinhar nas suas provas ? É uma estrutura oficial da modalidade, com poder de decisão ?  Não a ASO é, apenas uma entidade organizadora, que lucra avidamente com a realização de uma série de provas, visando apenas a maior rentabilidade das provas que organiza. O seu poder, contudo, é enorme, e se com a anterior gerência da UCI, as relações não eram as melhores agora, com a UCI dominado pelos franceses, a ASO vai impondo o seu poder.

O problema que se coloca, com este caso, é que a UCI acaba por ser um mandarete nas mãos de quem tem o poder . Mas o caso acaba por ser ainda mais grave, se não colocarmos de parte, a possibilidade de um entendimento entre a UCI com uma estrutura francesa, e a ASO. O caso Froome foi tornado público, por uma oportuna fuga de informação, mal Lappartient ganhou as eleições da UCI, logo um sinal de uma passagem de testemunho com muita agitação.

Agora, as vozes dos dois organismos fazem eco,  com o poder nas mas mãos dos franceses, cchegou a hora da  vingança.

Froome vai, numa primeira fase recorrer para O Comité Olímpico francês, mas não será de excluir o recurso para o Tribunal Arbitral o Desporto. Falta saber é se há tempo para o fazer, e se a decisão chega em tempo oportuno.

Decisões à parte, quem fica a perder é o ciclismo, o Tour e os adeptos. É por estas e mais outras que o Giro se torna, cada vez mais, a prova predileta de muitos amantes da modalidade.