Abimota: Oscar Pellegri esperou até o fim

Foto de Grande Prémio Abimota Altice.

Guardado estava o bocado para o final do Grande Prémio Abimota, que tinha todos os ingredientes para ser uma tirada decisiva: um percurso seletivo, sem ser extremamente duro, e ciclistas separados por poucos segundos entre si.

No final, foram os homens da equipa da Radio Popular-Boavista que levantaram o troféu. David Rodrigues vencia a etapa, e Oscar Pellegri sagrava-se vencedor na luta pelos segundos, conquistados no sprint final.

No início de etapa um grupo de doze ciclistas escaparam-se ao pelotão e ganhavam cerca de sete minutos, vantagem máxima em Albergaria, com o Boavista a colocar na vanguarda David Rodrigues o melhor classificado do grupo, a 1,44 de Raul Alarcon e o Louletano com dois homens, na expetativa de um possível ataque de Mateo ou Mendonça. No pelotão o FC Porto impunha um passo moderado, com a preocupação de não deixar a fuga alcançar um tempo irrecuperável. Foi já perto do início de Sever do Vouga, primeira contagem do PM, que a distância entre os dois grupos foi encurtada, passando para cerca de 3.30.

Já em Talhadas, e com o Louletano já na frente do  pelotão, Vicente Mateo atacou forte, na companhia de Frederico Figueiredo e mais dois ciclistas, entre eles João Rodrigues. Na frente, o Louletano mandava parar Marcio Barbosa e Luis Fernandes e o Sporting o italiano Tofali, o ritmo na frente  tornou-se então vertiginoso e, rapidamente ganhava um avanço de 1.50 sobre o pelotão, onde Raul Alarcon, Domingos Gonçalves e Luis Gomes tentavam diminuir a diferença para o grupo de Mateo e Figueiredo. Entretanto, o FC Porto mandava parar João Rodrigues, e agora com quatro homens no comando do pelotão a diferença foi diminuindo gradualmente, até que a 25 kms dava-se a junção. Mas os ataques não pararam, e Luis Mendonça atacou, formando na frente um novo grupo de cerca de 15 ciclistas. No pelotão, Raul Alarcon ficou sozinho, sem capacidade de resposta ao ataque do Louletano.

Na frente, eram agora Louletano e Sporting que impunham o ritmo, solidificando a fuga, que depois seria controlada pela Efapel, pensando na vitória para Rafael Silva.

Na frente estavam Oscar Pellegri e Luis Mendonça separados apenas por um segundo, num sprint que se esperava fulminante, mas na entrada para a reta da meta, a cerca de 700 metros do risco, David Rodrigues atacou ganhou cerca de 50 metros que conservou até a meta final. No mano a mano para a discussão do Prémio Pellegri chegou à frente de Mendonça, por  meio pneu .

Numa dança sucessiva de ataques e de possíveis vencedores, Pellegri foi o mais feliz, mas também o mais assertivo, mas na verdade por tudo aquilo que fizeram há nomes que deixaram uma aureóla ao longo deste GPrémio:  Raul Alarcon, Luis Mendonça, David Rodrigues, Domingos Gonçalves, João Rodrigues , David de la Fuente que participaram direta ou indiretamente na discussão da corrida deles próprios ou dos seus chefes de fila, bem como um sempre discreto mas mortífero Sérgio Paulinho.

Classificação: