FC Porto cilindrou Sporting – António Carvalho vencedor final

Foto de UVP - Federação Portuguesa de Ciclismo.

O FC Porto reduziu a cacos a equipa do Sporting, cilindrou tudo e todos, ganhou a etapa, para desgosto de Edgar Pinto, e venceu o Prémio JN com António Carvalho, depois deste se ter destacado na segunda contagem do Prémio de Montanha.

Foi uma cavalgada à Froome, ganhando sempre terreno, num grupo do qual faziam parte, Márcio Barbosa, César Fonte e Luis Mendonça que viria a furar e perder o contacto com o grupo da dianteira, que já seguiam isolados, quando António Carvalho e Edgar Pinto se escaparam na contagem do Prémio de Montanha. Daí até à meta, os quatro homens da dianteira entenderam-se, enquanto cá atrás, a equipa do Sporting perseguia apenas com um homem de cada vez, perdendo terreno, progressivamente, até atingir uma vantagem de mais de cinco minutos. Uma perseguição lenta, em que os sportinguistas queimavam um homem de cada vez, até ficarem reduzidos a Marque e Brandão, sem que o primeiro tivesse perseguido o grupo da dianteira um só km. Em vez de perseguirem em bloco, e optarem por colocar um homem apenas a perseguir um grupo de quatro ciclistas na frente, o Sporting acabou por dar “o ouro ao bandido”.

Em Canedo, a 30 kms da meta, Domingos Gonçalves atacou, quando o atraso era de 5.30, prontamente respondido por uma série de ataques, reduzindo em sete kms a desvantagem para 3.25 mas, nem mesmo assim, Marque entrar para a frente , e a fuga voltou a ganhar tempo. Os homens da Efapel, que seguiam com quatro homens no grupo, não defenderam o possível triunfo de Daniel Mestre na etapa, e mais remotamente no Prémio, ele que era segundo da geral, mas já a 15 segundos de Brandão, que tinha ganho a meta volante em Entre os Rios.

Perlos vistos a Efapel não quis ganhar a etapa, ou então terá ficado à espera que Marque entrasse , que bem poderia ter reduzido a diferença para o digito dois minutos, o que despertaria certamente os comandados de Américo Silva, os principais interessados numa chegada em grupo.

Um triunfo que não se pode dizer inesperado, pois se o Sporting desde o primeiro dia controlou a corrida, o FC Porto soube esperar pelos momentos certos, colocar-se numa situação de atacante, bem mais cómoda, do que quem controla.

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