Terá a C/R por equipas estragado o nível competitivo da prova ?

Não fosse o resultado do C/R por equipas e , o grupo dos dez melhores classificados da geral individual estaria separado por segundos e com qualquer um destes ciclistas a ter possibilidades de vencer a prova, na ultima etapa.

O C/R por equipas em qualquer competição acaba, na maioria dos casos, por desvirtuar o resultado final, dando ainda uma maior vantagem à melhores equipas, em detrimento das mais fracas. Ora, o principio geral de uma competição é proporcionar, a todos os concorrentes a maior igualdade possível em termos competitivos.

Um primeiro ponto a ter em linha de conta, num C/R por equipas é o material, que nem todos dispõem, o que desde logo coloca uma grande diferença entre elas.

Depois a constituição das equipas, mais ou menos homógeneas, deixando em desigualdade de oportunidades e com muitos segundos da atraso, ciclistas, como Edgar Pinto, Vicente Rubio , que do ponto de vista individual não conseguem lutar de igual para igual, com os seus rivais.

Por outro lado, ao colocar o C/R coletivo depois do meio da prova, o organizador arrisca-se a ter uma corrida bloqueada, aumentando ainda maior o fosso entre as equipas, com a maior parte delas, as mais fracas, a alinharem desfalcadas, cavando ainda mais o fosso .

Um C/R por equipas, como o caso do prólogo de Viseu, em 2017, curto e a proporcionar muito poucos segundos de diferença, poderia ter sido a solução, com o C/RI a ser disputado em Esposende, evitando-se aquele pandemónio com o trânsito em Barcelos. Alias, desta forma não teria existido graves problemas de trânsito nem tanta impopularidade para a modalidade. Um ponto a rever e, com urgência por parte da FPC, na aprovação de percursos.