Froome no Tour: um problema para a UCI

A Sky já anunciou que Chris Froome estará presente no Tour, mesmo no caso da sua situação não ter ficado resolvida até lá.

A UCI francesa já deve estar a mordiscar, como há-de resolver o problema criado pelo ciclista que não abdica dos seus direitos, organismo que está no centro de todo este imbróglio.Na verdade, Lappartient não se livra de estar na mira como um dos responsáveis pela fuga de informação, em relação a Froome, mal ganhou as eleições, em setembro passado, para o comando da UCI.

Como ” bom” francês, arvora-se em acérrimo defensor de um controlo anti-doping rigido e inflexível ,tendo como padrão de intervenção, a defesa das várias agências e laboratórios, colocando os ciclistas sempre como batoteiros e criminosos, independentemente dos vários casos pendentes . Na duvida, a UCI nunca defende, nem pelo menos se mantém neutra, apoiando sempre uma das partes.

Agora, em Roland Garros a organização do evento principal do ténis mundial proibiu pura e simplesmente a AFDL de aí realizar controlos, situação que não é possível no Tour, por exemplo, em que esta agência põe e dispõe a seu bel prazer.

O atual clima de crispação no ciclismo mundial tem como base este mesma UCI que teima em prolongar , apoiando-se em pareceres e mais pareceres, para justificar o que, por vezes , cientificamente não está provado a 100% , teimando em manter em stand by muitos casos, à espera que os implicados desistam, por falta de capacidade financeira para provarem a sua inocência. Ora como capacidade financeira não falta à Sky, o problema torna-se complicado para as bandas  da UCI francesa, no caso Froome.

O Tour aproxima-se a toda a velocidade e será um grande imbróglio a presença de Froome, numa prova em que o britânico pode ter como principal adversário um publico chauvinista, influenciado pela imprensa gaulesa.