Ricardo Scheidecker da PAD para a UCI

O homem de confiança de Joaquim Gomes na estrutura da PAD, Ricardo Scheidecker, vai transferir-se para a União Ciclista Internacional (UCI). Ricardo Scheidecker assume funções a 1 de Dezembro, tendo em mãos uma tarefa de grande responsabilidade: irá trabalhar com Alain Rumpf, responsável máximo pelo ProTour. A saída da PAD será colmatada pela entrada de outro Ricardo, o ex-campeão nacional de contra-relógio, Ricardo Martins, obrigado a uma paragem de duas temporadas devido a problemas coronários resultados de uma mononucleose.

Sem querer assumir protagonismos e apresentando a mesma postura de discrição que sempre lhe conhecemos, Ricardo Scheidecker recusa fazer qualquer catalogação hierárquica das suas funções na UCI. “Não me vejo como número dois nem pensei em qualquer posição hierárquica. O meu objectivo é fazer na UCI o mesmo que fiz na PAD: integrar um projecto e ajudar a desenvolvê-lo”, afirma em declarações ao Jornal Ciclismo.

Em jeito de balanço das três temporadas velocipédicas que passou na estrutura organizadora das principais corridas portuguesas, Ricardo Scheidecker recorda tempos de trabalho “executado com gosto e com paixão”, mas escusa-se a assumir protagonismos pessoais: “Todos os elos da corrente da bicicleta sofrem a mesma tensão na pedalada e eu fui apenas mais um elo de uma corrente que, aliás, já estava montada quando aqui iniciei funções”, compara o futuro operacional da UCI para o ProTour.

Ricardo Martins será o substituto e está a trabalhar há cerca de três semanas em conjunto com Joaquim Gomes e com Ricardo Scheidecker para melhor se inteirar dos dossiês que irá encontrar pela frente nas novas funções. “Vou aplicar-me o mais possível, tal como sempre fiz enquanto ciclista. Foi-me dada esta oportunidade de trabalhar com o Joaquim Gomes, que sempre foi uma das minhas referências e é nisso que estou concentrado neste momento”, contou Ricardo Martins ao Jornal Ciclismo.

Numa altura em que foi forçado a parar a carreira por razões de saúde, Ricardo Martins não pensa ainda na possibilidade de regresso. “Ainda é prematuro dizer se dou a carreira de ciclista por terminada ou não”, confidencia, tendo em mente “o contexto actual da modalidade, não só em Portugal como no estrangeiro, que torna difícil a vida mesmo para os ciclistas que apresentam resultados, quanto mais para aqueles que se vêem obrigados a parar”.