Será o GP JN, uma amostra do que será a Volta a Portugal ?

Luis Gonçalves num artigo publicado  hoje referiu-se, e bem, à importância que o Jornal de Notícias teve no desenvolvimento do ciclismo nacional, isto em tempos idos e ao seu retorno com um aumento crescente de dias de corrida.

Aumentar o numero de dias de corrida, poderá não ser positivo, isto depende do nível a que o organizador quer nivelar a prova. O Grande Prémio JN tem sete dias e a etapa maior  tem 165 kms,  a maior dificuldade do Prémio a subida do Monte da Senhora da Assunção, não se sabe bem porquê, apelidada de 1ª categoria, dois c/r, um individual e outro coletivo, o que logo à partida é completamente desequilibrador, face à ausência de etapas que contrabalancem as diferenças de tempo que se irão verificar nos referidos c/relógios,  e não foi prevista uma chegada em alto, ao longo dos sete dias de prova.

Com poucos concorrentes, ou seja poucas equipas, o numero máximo de ciclistas passou de sete para oito, em contraste com o que é imposto pela UCI, o que tem três inconvenientes: primeiro aumenta o fosso entre as melhores equipas e as restantes, torna ainda mais frágil as equipas de sub-23 do pelotão, cria sinergias diferentes das que irão ocorrer nas provas mais importantes do calendário nacional, como o caso da Volta a Portugal .

Com um pelotão frágil, o organizador defendeu-se, apresentando etapas sem grandes dificuldades, pouca quilometragem e com pouca montanha, salvaguardando-se de chegar a Gaia com um mini pelotão.

Falta ainda conhecer a especificação das etapas, em especial as horas de partida e chegada de etapas, importante na hora de recuperar quem se esforça na estrada.

Quem esperava por um Grande Prémio JN bem mais competitivo, sofreu uma pequena desilusão . Será o GP JN, uma amostra do que será a Volta a Portugal ?