GRANDE PRÉMIO JN PELA PROMOÇÃO DO CICLISMO

Enquanto pelas sinuosas estradas do Giro se vai falando inglês, mas ao contrário do que tudo indicaria, não o de Froome mas o do mais jovem Simon Yates, e pelas largas estradas da Califórnia, já se corre uma daquelas provas que, apesar de ainda recente no panorama da modalidade, verdadeiramente se impôs no calendário internacional, sendo porventura o maior caso de sucesso desta nova geração de corridas promovidas pela globalização do ciclismo, por Portugal (onde passeiam os nossos amigos Cabo-Verdianos), apelando desta feita ao tradicionalismo, sempre importante, foi-nos dado a conhecer o Grande Prémio JN.

Relevante orgão de comunicação social nacional, apesar de tudo, a forte relação com o Norte, sempre delimitou as fronteiras do GP JN. Essa ligação umbilical mantém-se na edição 2018, sempre corrida naquilo a que designamos de distritos do Porto, Braga, Viana do Castelo, Aveiro, com uma ligeira incursão mais a Sul, ao centro do país, numa cidade onde se gosta de ciclismo, Viseu, e onde no dia 26 de Maio se iniciará o próximo GP JN.

Desde 1979, quando Francisco Miranda, pelo Bombarrelense, venceu a primeira edição, até 2001, na vitória de Joan Horrach (Maia) em edições consecutivas, onde pontuam, como vencedores da geral, ciclistas também vencedores do Giro, da Vuelta e campeões do mundo. Segue-se um largo, e infelizmente provocado, período de interregno, validamente interrompido, retomando-se a competição em 2013, já com a vitória de César Fonte.

Em crescimento, retomando parâmetros que fazem desta corrida uma das mais importantes e tradicionais do país, a edição deste ano brinda-nos com sete dias, divididos por oito etapas. Dois contrarrelógios, sendo um disputado em equipa, etapas tendencialmente curtas (a mais longa será a última, com 164,2 Km) mas que não deverão tirar emotividade à competição.

O mais próximo daquilo a que se chama uma chegada em alto, poderá ser a passagem na Sra da Assunção, a cerca de 10 km da meta (só assim se pode compreender a 1ª categoria!), instalada em Santo Tirso, na penúltima etapa. De resto, juntamente com a importante vontade dos ciclistas, será o tradicional sobe e desce do Norte a provocar diferenças e, talvez as mais evidentes, corram por conta dos contrarrelógios.

Da 28ª edição do GP JN, por pouco mais, quase se fazia uma Volta a Portugal. Quando a grande maioria das competições em Portugal, por diversos factores, dispersas pelo calendário, têm apenas um dia, só podemos saudar este modelo de competição por etapas, com vários dias de competição para os ciclistas, vários dias de exposição para os patrocinadores e, melhor ainda, vários dias de promoção para a modalidade, ainda por cima, associada a um grande meio de divulgação como é o JN. Tudo o que se perdeu entre 2001 e 2013…
Luís Gonçalves

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