Dumoulin confirmou – José Gonçalves simplesmente brilhante

Tom Dumoulin (Sunweb) on the podium after stage 1 at the Giro d'Italia

O Giro começou de forma brilhante para dois ciclistas. Tom Dumoulin reforçou a sua candidatura, reafirmou-se como o melhor  especialista do crono, e ganhou preciosos segundos para os seus mais diretos adversários, ganhando tempo a todos.

Depois, para José Gonçalves, com o seu brilhante quarto lugar, foi a grande revelação desta 1ª etapa. Depois de boas indicações dadas no início do Tour da Romandia, Gonçalves terminou a prova em desaceleração, confirmando nesta 1ª etapa as suas excelentes qualidades como rolador . A sua prova foi de tal forma exuberante, que ofuscou o grande especialista da sua equipa, o germânico Tony Martin, que se quedou pelo sétimo lugar.

O Giro não começou bem para Froome.

Para além do brilhantismo destes dois nomes, a etapa serviu para demonstrar que Dumoulin vem ao Giro como pensamento no triunfo, e terá em Froome o seu principal adversário. Um Froome que poderá ter tido algumas dificuldades, devido á queda no reconhecimento do percurso, que deixa sempre sequelas.

Do chamado lote de favoritos, o que mais deu nas vistas fo sem duvida Pozzovivo. Franzino, o italiano nunca obteve grandes resultados nos C/R, bem antes pelo contrário, mas hoje foi o melhor do lote de favoritos, a 27 segundos de Dumoulin , seis segundos à frente de Pinot e dez sobre Froome.

Esteban Chavez somou mais 46 segundos, um bom tempo mesmo assim, tedo em vista as suas limitações nos C/R, o que quer dizer que é um homem que se pode contar no futuro.

 

Descendo na tabela, dois nomes perderam muito. Referimo-nos a Fábio Aru ( 50 ´´) e Angel Lopez ( 57´´), quase um minuto, e que vai dar muito trabalho para neutralizar.

Uma primeira etapa muito curta, não chegou a 10 kms, mas que deu, com toda a certeza, diferenças de tempo, entre os diversos  líderes, que etapas longas , duras e montanhosas dificilmente darão.

O Giro continua rosa, numa estreia auspiciante, perante grande entusiasmo popular e que deu ao ciclismo, uma notoriedade global nunca antes vista, nem mesmo no Tour, e que misturou um pouco desporto e política, porque não dizê-lo também.