Nas Asturias para portugueses brilharem ?

As Asturias é uma das regiões mais emblemáticas do ciclismo espanhol, logo a seguir à grande aficion do País Basco. Aqui respira-se ciclismo, com montanhas de perder de vista , descidas estonteantes, paisagens verdejantes e rios truteiros.

É uma das regiões mais procurados por quem gosta dos desportos de aventura, onde naturalmente se inclui o ciclismo, quer de estrada quer de montanha. A Volta às Asturias já foi uma grande prova do calendário internacional, com equipas de grande prestígio, com duração de uma semana, como eram quase todas as voltas das diversas regiões espanholas. Foi diminuindo de importância, foi perdendo fulgor, os patrocinadores fugiram e a Volta às Asturias ressentiu-se. Passou para uma prova de fim de semana, vai recuperando aos poucos, já vai em três dias, sempre repetitivos, com as mesmas pequenas vilas de partida e chegada, este ano com a inovação de ser transmitida em dirto, os ultimos 90 minutos, pela televisão do principiado das Asturias.

Equipas de prestígio nem vê-las,uma segunda equipa da Movistar, algumas equipas continentais e as portuguesas do costume, as mais persistentes, que conseguem resisitir a cá estar – W52-FC Porto, RP-Boavista e Aviludo -Louletano.

O FC Porto parte sem Alarcon, o vencedor do ano passado que provocou espanto ao derrotar Nairo Quintana, na luta pela camisola azul de leader. O valenciano caiu antes do  Castilla e Leon e tem uma fissura no fémur, bem como uma inflação na articulação coxo femoral.

Mas as equipas lusas têm nomes importantes para discutir os primeiros lugares, Rui Vinhas, César Fonte, João Benta, Domingos Gonçalves e David La Fuente. De fora cá de Espanha, Carapaz, Ruben Fernandez, Sergio Pardilla, da Colômbia Higuita, Roldan, Rubiano,  Canaveral, da Russia o sempre competitivo,Strakhov. Enfim, um pelotão de 17 equipas para um percurso duro, nada comparável com outras provas do país vizinho. Eis as etapas:

1ª Etapa : Oviedo -Pola de Pelan – 173 kms, com seis contagens do Prémio de Montanha, uma etapa de autêntico rompe pernas.

2ª etapa – Soto Ribera – Alro del Acebo – 174 – a etapa rainha com uma chegada ao alto, em que a neve , a chuva e o frio vão ser também determinantes, e com mais três contagens do PM.

3ª etapa – Cangas de Narcea – Oviedo, talvez a etapa mais fácil, mas com um engandor final e com o alto do Violeo a ser determinantes, com inclinação de 20%, nos últimos kms.