Beiras: Starkhov é mesmo uma “star”- Fonte perdeu amarela por um segundo

Diz o ditado, por um segundo se ganha, por um segundo se perde e, hoje, no final da etapa na cidade da Guarda, o ambiente era algo tenso. Muitas duvidas no ar de quem seria o vencedor final  de uma prova, competitiva, bem disputada e que teve no russo  Dimitri Starkhov a grande figura, e o triunfador final .

No sprint para a cidade da Guarda, num piso irregular, com bastante inclinação, Strakhov atacou forte e ganhou de duas formas : ganhou quatro segundos de bonificação e mais um segundo por um corte de tempo.. Mas o ponto da discórdia, que não obteve qualquer estudo dos comissários, foi o  facto de César Fonte se ter queixado de ter sido empurrado e socado pelo ciclista russo, a cerca de trezentos metros da meta. Como é habitual nestes casos, nunca ninguém dos comissário viu. Mas os comissários têm culpa e grave, pois deveriam, à falta de meios de imagem disponíveis, ter vigiado a regularidade da  chegada de etapa, destacando um dos muitos comissários para esse efeito, até porque o final de etapa ia ser explosiva, decisiva e complicada.

Como sempre, por falta de provas, o resultado manteve-se, ficando-se sem saber se houve ou não falta do ciclista russo.

Sporting começou a etapa ao ataque.

Voltando à etapa, que foi alterada para 149 kms, suprimida a passagem pela Torre, a etapa subiu por Seia e foi pelas Penhas Douradas. Logo à entrada para o Sabugueiro, três homens do Sporting destacaram-se do pelotão, comandados por Joni Brandão, Frederico Figueiredo e Alvaro Trueba. Ganharam até ao início da descida para Manteigas uma vantagem de 1.05, mas foram perdendo o pecúlio, por ação dos homens do FC Porto.

FCPorto controlou a escapada de Joni Brandão.

Neutralizada a escapada foi Sérgio Paulinho que se escapou sendo seguido por João Benta. Alejandro Marque  e Jesus Zabala ( Caja Rural). A fuga nunca ganhou grande tempo, máximo 1.35. Mas o Sporting não estava contente e fez isolar novamente Trueba e, depois o que viria a ganhar a etapa, o espanhol  Mario Gonzalez.

O vencedor de etapa.

Ao FC Porto esta fuga vinha mesmo a calhar, pois queimava as bonificações de chegada, e de uma  assentada deixava sem grandes margens de manobra homens, como Joni Brandão, por exemplo.

Os dez segundos de vantagem, no caso de vitória de etapa de um dos melhores classificados, dava o triunfo de etapa, mas o Sporting não apostou nesta hipótese. O azar do FC Porto foi que os restantes fugitivos  foram apanhados a cerca de mil metros da meta, ficando  seis e quatro segundos para distribuir, pelos segundo e terceiro lugares. E foi deste pormenor que o russo Starkhov teve a sorte de poder desfrutar do terceiro lugar e dos quatro segundos de bonificação que lhe deram o triunfo na prova, isto mais o corte de tempo de … apenas um segundo.

Um reparo para a direção da corrida, marcada por dualidade de critérios e excesso de protagonismo . Quando há excessos, quando as pessoas querem ser as grandes protagonistas da corrida, está tudo mal.  Apelar ao rigor para ser a estrela da parada não nos parece a melhor solução, para o desempenho de uma missão que deve ser o mais discreta possível.

 

 

 

 

 

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