Paris – Roubaix : os nossos favoritos

O Paris-Roubaix e o Tour de Flandres dividem entre si,  facto de serem consideradas as maiores corridas do mundo, quer pelo nível do espetáculo quer geram, pelo elevado numero de público, pelo elevado nível competitivo, pela elevado risco , pelo elevado nível técnico exigido e, claro, pela elevada mediatização de ambas as provas.

Diremos que as opiniões se dividem, isto é, para uns será o Tour de Flandres, com toda a sua envolvência, com uma partida triunfal e um aparato bem superior ao Paris-Roubaix,para outros os troços de  paralelos da prova francesa são insubstituíveis.

Em ambos os casos, um público fervoroso, marca lugar alguns dias antes, numa envolvência única no mundo do desporto, aguardando uma passagem algo efémera de um pelotão que passa, muitas vezes irreconhecível sujo de lama.

Este ano a temporada das clássicas tem sido asfixiante para a maioria das equipas. O domínio da QuickStep tem sido magnânimo.  Tirando a Omloop Het Nieuwsblad e Kuurne – Bruxelles – Kuurne,  os belgas ganharam tudo. Começaram mal, mas pelos vistos estão a concretizar bem melhor . Michael Valgren (Astana) venceu a Het Nieuwsblad e  Dylan Groenewegen (LottoNL-Jumbo), a que terminou em Bruxelas, o que parece não ter preocupado  Patrick Lefevere habituado a estes dissabores iniciais.

O dimínio da equipa de Terpstra começo com  Le Samyn, Dwars door West-Vlaanderen, Nokere Koerse, Handzame Classic e os  Três Dias  de La Panne. Diremos que são corridas menores, que pertencem apenas ao circuito Europa Tour. Veio a primeira prova World Tour das clássicas do Norte a E3 Harelbeke e um sucesso incontestado de Niki Terpstra .

Pelo meio ficou o triunfo de Peter Sagan , na Gand Wevelgem, mas op domínio belga voltou rapidamente com o outsider Yves Lampaert a vencer a Dwars Door Vlaanderen lanciando un outsider come Yves Lampaert verso una storica doppietta. Uma nova cavalgada de Terpstra levou ao extremo os êxitos belgas, ao triunfar iusolado o Tour de Flandres, com Gilbert a ficar no terceiro lugar. Tudo aparentemente fácil para a equipa de Lefevere.

Agora, domingo, os belgas terão os habituais adversários e favoritos para se preocuparem, numa prova em que o número reduzido de ciclistas por equipa ( sete) é sempre um problema para controlar uma prova com tantos quilómetros , daí que, por vezes a melhor solução seja o ataque.

Sep Vanmarcke (EF-Drapac) é sempre um nome a ter em conta, mas a oposição também não está forte. As clássicas deixam mazelas e  Tiesj Benoot (Lotto Soudal) , enquanto Oliver Naesen (Ag2r La Mondiale) está um pouco tocado da queda do passado domingo  , restam  Peter Sagan (Bora-Hansgrohe), Gianni Moscon (Sky), Jasper Stuyven (Trek-Segafredo), e Greg Van Avermaet (BMC).  Mas outros nomes estão a preparar a grande clássica e com potencialidades para a poderem discutir, como Arnaud Démare (Groupama-FDJ), Wout van Aert (Veranda’sWillems-Crélan)  e Edvald Boasson Hagen (Dimension Data).

Mais nomes que podem vencer, a lista é longa John Degenkolb, mau grado a má temporada até o momento, Colbrelli, muito bem no Tour de Flandres, Kristoff é sempre um nome a ter em conta

Naturalmente que não nos referimos à máquina de ganhar composta pelos principais favoritos e onde se incluem , Terpstra, Gilbert, Lampaert , Trentin, Stybar e Cª.

THE HOLY WEEK – Trailer from Cyclingnews Films on Vimeo.

1 comentário a “Paris – Roubaix : os nossos favoritos”

  1. Uma correção, Mateo Trentin já deixou a Quickstep, e agora está na Michelton-Scott

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