clássica da arrábida que corrida e que vencedor

O momento chave da corrida: o ataque de Dmitrii Strakhov .
( Foto João Fonseca)

O tempo não ajudou, o percurso muito menos, mas os ciclistas deram uma mãozinha, e a Clássica da Arrábida esteve em grande plano, com um vencedor incontestado, Dmitrii Strakhov (Lokosphinx), um triunfo  isolado, perante uma perseguição pouco tenaz, ou impotente, vamos lá saber qual das duas hipóteses é a verdadeira.

Nos troços de macadame já a Efapel perseguia, com Sérgio Paulinho no comando.

Três troços de macadame, que atiraram com outros tantos ciclistas para os bancos dos hospitais, um sportinguista fraturou uma clavícula, David Livramento, um outro da Vito-Feirense, Xuban Herrazquin  com uma luxação e ainda um outro  jovem do Mortágua, o que leva a pensar se o saldo terá valido a pena, aqueles desvios, espetaculares, mas para quem  ? Público nem vê-lo, só se ficar para memória futura as imagens.

Mas o que salvou mesmo a corrida, como aliás, em todas assim acontece, foram os ciclistas. Com um tempo daqueles, com um piso muito esburacado e em muito mau estado, a primeira hora foi percorrida a uma média de 49 kms/ h. Foi  obra. O pelotão ainda não tinha 10 kms de prova e já estava desmembrado. Na  frente , só os mais fortes se acotovelavam, procurando abrigo do vento, que fustigava as pernas e os  braços . Uma fuga de 19 ciclistas, fez a história da corrida. Quatro homens da W52-FCP. dois da Radio Popular-Boavista. outros tantos da Caja Rural e Euskadi deram o mote da corrida, com algumas equipas ainda representadas mas sem grande interferência na vanguarda: Sporting, Feirense, Lokhosphins. Wiggins, Louletano tinham um ciclista cada. Cá atrás, a perseguição foi comandada pela Efapel, que corrida a de Sérgio Paulinho, mas a vantagem ia aumentando.

Como sempre acontece em fugas desta natureza, há sempre um momento de indecisão, bem aproveitada pelo russo da Lokosphins, que atacou e o grupo não respondeu de imediato, e quando quis não conseguiu anular os intentos do atlético ciclista que, momentos antes de atacar, tinha dado mostras de grande confiança, quando parou para satisfazer necessidades e recolou sem grandes problemas. A sua vantagem foi aumentando, com os homens do FC Porto a não conseguirem a tão desejada aproximação, que permitisse a Samuel Caldeira discutir a corrida.

Ataque de Domingos Gonçalves, que desmembrou o grupo de 18 ciclistas que persguiam o ciclista russo. ( Foto João Fonseca)

Já na ultima subida da prova, na Arrábida, foi a vez de Domingos Gonçalves atacar. O boavisteiro reduziu para um minuto a vantagem do russo, mas não conseguiu mais do que isso, terminando com um grupo de cinco ciclistas que se adiantou ao resto do grupo e ao pelotão, já comandado por Efapel e Sporting nos ultimos 25 kms da corrida.

Uma prova bem disputada, que pode ter pernas para ser espetacular, mas a pergunta pertinente é se terá valido a pena aqueles troços de macadame. As opiniões essas dividem-se. Já na chegada, duas curvas para a linha de meta, para desviar o trânsito da Avª Luis Todi,  cerceavam um pouco um sprint livre, mais a mais com uma curva em que uma passadeira em calcário se tornou um obstáculo bastante perigoso.

No caso do vencedor, isso sim, não podemos  ter duvidas, o seu triunfo foi bem merecido, assim como  o estoicismo dos ciclistas. Se nos lembrarmos que nas duas primeiras horas e já depois de ultrapassados todos os troços de macadame,a média se cifrava em 44 kms/h, daqui podemos inferir do nível competitivo do nosso ciclismo interno.

Um pormenor a ter em conta, nos primeiros 50 classificados, apenas um jovem sub-23 incorporou o grupo, o que demonstra o ritmo imposto pelo pelotão.

Classificação:

 

 

3 comentários a “clássica da arrábida que corrida e que vencedor”

  1. Caro Jornal Ciclismo, mesmo com essa “desculpa” contabiliza-se 3 atletas Sub23 Portugueses no 50 primeiros. Francisco Campos, André Carvalho e Gonçalo Leaça.

  2. Quando nos referimos ao escalão sub-23 queríamos referir o ciclismo interno .

  3. Como nota: Toda a equipa Inglesa, Team Wiggins, é Sub 23, fizeram 2, 4 e 16. O Vencedor é primeiro ano de elite.
    Os códigos UCI são tramados.

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