AS ESCOLHAS DE MARÇO

 

Depois da penosa, mas necessária, travessia que é a pré-época, chegados a Março, parece que temos quase uma overdose (saudável) de ciclismo, em mês cheio de provas importantes e tradicionais na modalidade.

Embora, quem queira, já pouco pare, mesmo em período de pré-época, já que, até aqui em Portugal se recuperou o ciclocross e o velódromo de Sangalhos dá-nos também mais possibilidades e, como sabemos, potencia medalhas, bem como, pelos circuitos UCI se espalham novas corridas pelo mundo, a verdade é que, só começamos a sentir verdadeiramente o ciclismo em meados de Fevereiro e, sobretudo, em Março.

Chegados a Março, nem sabemos bem onde centrar as atenções. Naturalmente que, para nós, portugueses, para além das nossas Clássicas, centraremos atenções na nossa Volta ao Alentejo.

Mas a nível internacional, como cabeças de cartaz, são as grandes Clássicas que começam, o Paris-Nice, o Tirreno-Adriático, este ano, à conta do clima, adivinhando-se edições épicas, com ciclistas, no meio da neve, chuva e lama, dando a real imagem do sacrifício que é andar de bicicleta.

Mas mesmo divergindo atenções, não podemos deixar de reparar que a organização do Tirreno-Adriático tem tudo para concentrar a maioria das atenções. A lista de inscritos parece configurar uma mini Volta a França. Aliás, nem saberemos bem se no Tour, teremos a hipótese de ver tantos nomes sonantes, sobretudo considerando a luta pela classificação geral. Entre lesões, opções técnicas e possíveis exclusões da prova, daqui a uns meses, quando começar o Tour, corremos o risco de dizer que a lista do Tirreno-Adriático era bem mais composta.

Várias escolhas, cada uma com o seu modelo de ciclismo, com as opções internas essencialmente viradas para o Alentejo e, provavelmente, no exterior, centradas no Tirreno-Adriático.
Luís Gonçalves