ivo oliveira projetou ciclismo para as medalhas

O ciclismo nacional está de novo na ribalta, depois de hoje, na Holanda, Ivo Oliveira ter conquistado a medalha de prata nos Mundiais de pista, na especialidade de perseguição individual.

Ivo Oliveira apresentou-se na final com o melhor tempo de todos os concorrentes, baqueando para o italiano Filippo Ganna, já campeão em 2016 e medalha de prata em 2017

O ciclista gaiense começou o contrarrelógio de 4 quilómetros mais rápido do que o adversário, comandando a prova até estarem percorridos 2,75 quilómetros. A partir daí Ganna acelerou e deu a volta à corrida.

Filippo Ganna completou os 4 quilómetros em 4’13’’607. Ivo Oliveira concluiu a sua prova com o tempo de  4’15’’428, a terceira melhor marca portuguesa de sempre.

“O Ivo teve uma prestação de excelência, vencendo a qualificação com o melhor tempo pessoal de sempre, conseguindo  ser regular durante os primeiros três quilómetros da final, faltando apenas a capacidade de acelerar no quilómetro final, que foi quando tudo se decidiu. Destaco que, ano após ano, vamos colocando a fasquia num patamar mais elevado. No futuro haveremos de lutar novamente pelo título mundial”, palavras do selecionador nacional, Gabriel Mendes.

“As primeiras horas são um bocado de desilusão, porque faltou muito pouco para chegar à medalha de ouro. Mas amanhã, quando acordar e assimilar o que consegui, acho que vou ficar muito feliz, porque esta é a medalha mais importante da minha carreira, até ao momento. Nos treinos antes do Campeonato do Mundo, ainda em Sangalhos e já aqui, percebi que iria fazer um bom tempo, talvez na casa dos 4m14s. Nunca imaginei que chegasse aos 4m12s. Tenho de agradecer a toda a comitiva que aqui está comigo, incluindo aos meus companheiros Rui [Oliveira] e [João] Matias. Agradeço também a toda a gente que está em Portugal a apoiar-me e à minha equipa, por permitir que continue a fazer estas competições de pista”, disse Ivo Oliveira, depois da cerimónia do pódio.

O russo Alexander Evtushenko ficou em terceiro lugar á frente do britânico  Charlie Tanfield.