sem emoção e com muitas quedas, assim se iniciou a algarvia – dylan venceu bem a 1ª etapa

À primeira etapa da Volta ao Algarve faltou emoção, que só aconteceu nos ultimos 10 kms de prova, quando uma série sucessiva de quedas atiraram com alguns ciclistas para a lista dos atrasados, entre os quais Tiago Machado, o ultimo a cortar a meta em Lagos, algo desesperado com a sua triste sina.

Ao cabo e ao resto o habitual que este tipo de etapas sem história nos oferece: uma fuga de cinco elementos, João Rodrigues ( W52-FCP), David Livramento ( Sporting), Luis Afonso ( Feirense ), Jesus Zabala ( Caja Rural) e Nuno Almeida ( LA Aluminios), que nunca conseguiram mais de três minutos de avanço e com o portista a conquistar, no final a camisola de liderança do Prémio da Montanha.

De resto, nos últimos 30 kms as equipas de sprinters lá se organizaram,  e ora reduziam o tempo, ora deixavam aumentar novamente,controlando uma etapa sem grandes emoções.

No sprint, Dylan Groenewegen ( Lotto-Jumbo) foi o vencedor, relativamente à vontade, à frente do francês Arnaud Demare e Hugo  Hofstetter ( Cofidis). Um triunfo algo esperado, uma desatenção nossa ontem alvitrou Boassan Hagen, habituados que estávamos à chegada da primeira etapa se efetuar em Albufeira, bem mais difícil que a de Lagos, totalmente plana.

O público apareceu em grande número em Albufeira.

A etapa valeu, contudo, pelo entusiasmo do público que apareceu em grande numero, em especial no local de partida, Albufeira, completamente apinhada para receber a caravana, na etapa inaugural desta Volta ao Algarve. Muitos turistas, a grande maioria, devidamente identificados com a corrida, tal como na chegada. O ciclismo vai ganhando pontos, como aliás constatamos quando falamos com Desidério Silva, presidente da Região de Turismo do Algarve : “ O ciclismo tem vindo a impor-se na região do Algarve, como uma modalidade de grande atração turística, e esta é a razão pela qual investimos, na modalidade.

O antigo presidente da Câmara de Albufeira é um homem pragmático , simples e amigo do desporto, não escondendo o seu apego ao atletismo e ao ciclismo.

Voltando à corrida, pouco ou nada a dizer ,a não ser as quedas, num pelotão muito comprido, para algumas estradas bastante estreitas e muito mal tratadas, com alguns troços muito esburacados, o que aliado à participação de alguns ciclistas sem grande experiência nestas andanças, foram pormenores que ajudaram a tão grande hecatombe.

Esperemos que amanhã, com a chegada à Fóia  exista  mais emoção, competitividade, menos quedas e melhores estradas.

 

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