espanha mais forte que portugal, no turismo das duas rodas sem motor

Aqui a vizinha Espanha tem um grande antecedente de bem receber  ciclistas, tendo as instituições oficiais ligadas ao Turismo, bem cedo reconhecido o filão que o ciclismo, as equipas e os  utilizadores da bicicleta representariam para as suas regiões, numa época baixa em que tudo o que aparecer é bom.

Por cá, só muito recentemente e por grande força da atual gerência da FPC, o turismo algarvio começou a aceitar, no principio com alguma dificuldade, as bicicletas e os seus utilizadores  como potenciais fontes de potenciação turística.

O fosso é, ainda muito grande , Espanha tem muitos anos de avanço em relação a Portugal, que considerou o turismo em bicicleta, como uma espécie de pés rapados e que pouco contribuiriam para o desenvolvimento turístico da zona sul do nosso país. Por isso, ainda hoje, na hora de  decidir, as grandes equipas optam pelos seus acampamentos no sul de Espanha em detrimento do nosso país, que vai tendo algumas equipas, poucas,  em comparação com as que permanecem em terras espanholas.

Mas este avanço tem mais algumas explicações. Os espanhóis, argutos , mais expeditos e agressivos, do ponto de vista empresarial, desenvolveram na sua zona, um conjunto de provas que  potenciaram a radicalização sazonal de muitas equipas. Vejamos o que oferecem os espanhóis: Challenge de Maiorca, Volta a Murcia, Clássica de Almeria, Vuelta a la Comunidade Valenciana e a Volta à Andaluzia. O que  é muito, contra aquilo que nós oferecemos, a Volta ao Algarve e, mesmo assim, arrancada a ferros.

Tomasz Marczynski ha subido esta foto a su perfil de twitter tras el...

Mas Espanha tem um grave problema de relação entre ciclistas e automobilistas. Agora o azar bateu ao polaco Marczynski, vencedor de duas etapas da Vuelta em 2017, e ciclista da Lotto – Soudal que foi abalroado por um carro. A saga continua.