froome ” quem não deve não teme”

Chris  Froome, alheio a todo o tipo de pressões irá inaugurar a sua época competitiva, já na prova espanhola Ruta del Sol, justificando, desta forma, todo o trabalho que tem vindo a desenvolver desde o início de temporada.

Demonstrando uma velha máxima de ” quem não deve não teme”, o britânico esteve-se nas tintas para os seus colegas de profissão, na sua grande maioria eivados de uma grande hipocrisia, dos quais Tony Martin foi expoente máximo, e também da UCI, que vive numa letargia,marimbando-se para os atletas, procurando mostrar uma imagem de seriedade, acima de todas as outras disciplinas desportivas, que na prática veicula as insuficiências dos seus dirigentes.

Froome  sente-se inocente, e o seu controlo anormal, pode ser motivado a várias condicionantes, e o seu caso só o é, devido a uma fuga “oportuna”, que serviu a preceito para colocar uma má imagem do ciclismo britânico e do anterior presidente da UCI, Brian Cookson.

Ao correr, Froome está a querer apressar uma decisão por parte da UCI, cujo presidente não parece interessado em apressar o caso, mantendo a modalidade num clima lamacento, como está, por exemplo André Cardoso.

Deixando Froome, para nos virarmos para o ciclista gondomarense,  um caso bem diferente. Acusa positivo numa primeira análise e tem uma segunda análise para provar, ou melhor confirmar, o resultado inicial. No caso do André Cardoso, a segunda análise é inconclusiva, isto é, não prova o produto indicado na primeira análise. O que pretende agora a UCI: que o ciclista justifique a razão pela qual a segunda análise deu um resultado inconclusivo.

O que se sabe nestes casos é o seguinte : a primeira análise foi efetuada em presença de, apenas, os técnicos do laboratório. Na segunda análise foi efetuada com a presença de testemunhas das duas partes, o que desde logo confere, uma maior legitimidade ao processo. Se o processo é dado como inconclusivo, não se compreende o motivo pelo qual o caso não foi definitivamente encerrado, isto fazendo fé de que, a c/análise serve para isso mesmo, confirmar a primeira.

Uma razão, e das duas uma: ou se pretende que o ciclista desista do processo e aceite a possibilidade de correr, sem que receba qualquer indemnização , ou então a UCI tem fortes suspeitas que o ciclista tenha adulterado a segunda análise. Mas como, se a análise esteve fechada e bem guardada pelo laboratório suíço , esta situação é de todo improvável.

Uma coisa André Cardoso não se livra: na tabela da UCI, o seu nome e o produto da primeira análise lá estão bem explícitos, num quadro que há muito, as escolas consideraram altamente antipedagógico, e que em mais nenhuma modalidade desportiva existe.