O que aqui está escrito, trata-se, naturalmente, de mera ficção

Seguindo conseguimos prever, por simples consulta com a maior cartomante da nossa praça,  tudo se conjuga para que a Volta a Portugal deste ano, se possa atrever a ir ao Algarve, o que pode representar para equipas e ciclistas, algumas dores de cabeça, em alojamentos, neutralizações e , sem sombra de duvidas a exposição dos atletas a um calvário de temperaturas anormais, sempre previsíveis para agosto, nas planícies alentejanas, situações que penalizam uma melhor recuperação dos atletas. Correr com temperaturas superiores a 40 graus, poderá mesmo inviabilizar a realização de uma etapa .

Com uma pequena área em termos de superfície, o nosso país é deveras complicado, no que respeita à longa assimetria entre o norte e o sul, separados por mais de setecentos quilómetros, o que torna difícil a um organizador, percorrer toda a área geográfica do país, em apenas dez dias de competição. Resultado, sofrem os ciclistas, obrigados a terminar as etapas tarde a más horas e,depois, serem obrigados a umas largas horas em neutralizações, de um lado para outro.

Com o Algarve apinhado de gente,  com as instalações hoteleiras esgotadas e as estradas congestionadas por turistas, uma prova de ciclismo não resulta positivo, a não ser, por exemplo, que a prova saia de Lisboa, vá até Sines e depois dê uma saltada até Faro, Alfubeira ou outra qualquer cidade algarvia e fuja, a sete pés da zona algarvia, para a zona alentejana, dando uma partida em Évora,  ou outra cidade equivalente, pois poucas mais terão estrutura económica para albergar um evento como a Volta a Portugal.

Um outro problema que se nos afigura previsível será, o cada vez mais aligeirar de dificuldades por parte da Organização. Sem Torre, com uma etapa sem interesse como a da ultima Volta que terminou na Senhora da Graça e sem montanha que mais se visse, a Volta deverá partir para etapas cada vez mais fáceis, procurando atrair equipas jovens e facilitar a vida às existentes em Portugal, para a médio prazo, se transformar numa espécie de Volta à França do Futuro.

Pensamos mesmo que, em 2019, o pelotão nacional possa albergar cerca de 15 equipas continentais, divididas nas mais diversas estruturas: algumas até sub-23, outras até sub-25 , uma ou duas profissionais e, já agora algumas do escalão master, reconvertidos a continentais, o que até nem é difícil de concretizar, abolidas que foram as médias de idade.

O que aqui está escrito, trata-se, naturalmente, de mera ficção, que um período menos atrito a notícias de relevo, nos obriga a “magicar”.

JC

 

 

1 comentário a “O que aqui está escrito, trata-se, naturalmente, de mera ficção”

  1. Não consigo perceber qual é o problema da volta a portugal vir ao algarve , o algarve ainda é portugal alias nos cá em baixo apesar de ganharmos muito menos em termos salariais pagamos os mesmos impostos que o resto dos portugueses , sou algarvio com muito orgulho e conheço muito bem o algarve e posso afirmar que em pleno mês de agosto há hoteis vassios que podem acolher toda a caravana da volta e que se podem fazer etapas sem pisar um unico metro da nacional 125 porque existem dezenaa de estradas com pouco movimento , mas eu percebo o porque da dor de barriga à muita gente se podesse mudava a volta ao algarve para o centro ou norte comecaram por acabar com a associação depois de apanharem o trabalho todo feito ….

Os comentários estão fechados.