giro e jerusalém será para ir até ao fim ?

Deixando de parte o caso Froome, um outro ponto está a preocupar o mundo do ciclismo: a problemática partida do Giro, no Estado de Israel.

Os problemas surgiram logo na apresentação, com os organizadores a denominarem a partida em Jerusalém Oeste, o que motivou logo e de imediato uma pronta reação do Governo de Israel, ameaçando acabar logo ali com a iniciativa, pois segundo os israelitas Jerusalém é só uma e não uma cidade dividida.

Depois foi o reconhecimento por parte de Trump, do Estado de Israel, o que motivou o levantamento de graves problemas na zona, com os palestinos a ameaçarem com fortes retaliações.

Ora o Giro é um evento mediático internacional e a sua organização deverá ser encarada com sérios cuidados e extremas medidas de segurança . Surge agora, novo problema com o caso Froome.  O britânico era a bandeira de charme da organização, o que mediatizava ainda mais a prova. Como se os problemas não bastassem, foi agora a vez da  RAI não autorizar os seus técnicos a deslocaram-se a Israel para efetuar o reconhecimento técnico, tudo isto por recearem  atentado que possam colocar em perigo a integridade dos seus elementos,o que coloca sérias reservas quanto à transmissão da prova pela televisão, das três primeiras etapas.

Previdentes como são, os italianos têm já estudado um novo plano, o sempre denominado Plano B, no caso de algo correr mal, com o aumento da beligeridade na região: a hipótese do Giro ser disputado 100 % em Itália, com partida no sul do país.