salbutamol interdito desde 1972

O salbutamol teve a sua primeira interdição nos JO de Munique, em 1972, e as regras enquadrando a utilização deste bronco dilatador foram várias vezes alteradas. Quarenta anos de indecisões o que reflete uma dificuldade em discernir, até que ponto esta molécula pode influenciar a performance desportiva.

Pertencendo à classe dos beta- 2 agonistas continua na lista de produtos proibidos da AMA, mas não é totalmente proibida, pois a sua utilização está pendente da apresentação de uma AUT, um documento médico que permite a sua utilização. O seu consumo chega a não necessitar de uma autorização para fins terapêuticos, desde 2010. O salbutamol deve ser inalado com moderação, com uma dose máxima de 1600 micogramas num período de 24 horas, com um máximo de 800 microgramas todas as doze horas.

A concentração na urina de um atleta não pode ultrapassar os 1000 nanogramas por mililitro . No caso deste valor ser ultrapassado, o atleta terá de provar, através de um estudo farmacológico que o resultado anormal é resultado e consequência da inalação de uma dose terapêutica , devendo explicar porque razão o seu organismo apresenta uma taxa superior, que ele presumivelmente julga ter respeitado as doses autorizadas. Um caso que poderá influenciar a alteração, será a elevada transpiração a que o atleta foi sujeito, numa etapa dura e de uma prova tão longa como a Vuelta, cuja duração poderá também influenciar para a um maior desequilíbrio eletrolítico do seu organismo.

 

O efeito dopante do salbutamol, mesmo quando ultrapassa os limites recomendados pela AMA, é considerado como fraco ou inexistente, sob condição que este tenha sido tomado por inalação. O caso é diferente, quando o salbutamol é tomado por via oral, intravenosa ou retal.