O vídeo árbitro parece também ter chegado ao ciclismo

Está provado que a UCI não gosta mesmo de tribunais. O organismo que rege o ciclismo mundial, prolonga os casos, na perspetiva que os litigantes venham a desistir, e desta forma não se envolver em questiúnculas que lhe podem ser prejudiciais financeiramente.

Sagan, que foi expulso do Tour, porque segundo os comissários teria provocado a queda de Cavendish de forma intencional, colocou o caso em tribunal e não desistiu. Aproximando-se a data de confronto, marcada para o TAS, a UCI admitiu que a queda do britânico, afinal, não tinha sido intencional, logo o campeão do mundo foi mal expulso.

O ciclista ficou com a razão, embora, prejudicado desportiva e financeiramente, e contentou-se com a decisão da UCI. Quem não parece ter ficado muito satisfeita foi   a Dimension Data.

A equipa sulafricana da Dimension Data ficou perplexa por não ter sido convocada para o inquérito que obrigou a uma nova examinação do incidente, ilibando Sagan , considerando-se a principal prejudicada com a situação, pois ficou sem contar com Cavendish, não só no Tour, como praticamente todo o resto de temporada.

Numa tentativa de evitar novos casos, a UCI vai destacar, mais um, comissário, nas principais provas World Tour, para examinar as chegadas em video. O vídeo árbitro parece também ter chegado ao ciclismo.

Quem poderá vir a  ter alguns problemas no futuro, será a equipa de comissários do Tour, em especial o seu presidente. Será que há ” jarra” também no ciclismo ?

 

 

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