DAS ESCOLAS AO ALL-IN NA VOLTA AO ALGARVE

No sentido de uma atitude mais formativa e menos competitiva, para a época 2018, as categorias de escolas vão passar a não contar com campeonatos ou rankings nos escalões mais jovens.

A medida, promovida pela Federação, é assertiva, e prevê ainda um controlo sobre a carga competitiva, ou de participação em eventos, de cada ciclista das escolas. Significará isto que a cada prova, poderá existir, uma classificação e atribuição de prémios, mas deixa cada prova de somar pontos para a atribuição de um título, nomeadamente os títulos regionais organizados por cada associação de ciclismo. A medida é transversal, servindo os escalões de escolas de todas as vertentes da modalidade.

Com esta nova regra pretende-se regular o exagero com que alguns jovens, equipas, e pais, encaram escalões onde mais do que competir é fundamental dotar os ciclistas de características que lhes permitam enfrentar com sucesso e bom senso a sua vida futura na modalidade.

Dito isto, também se deve dizer que não convém cair no exagero, apenas da oferta formativa, sem competição. Um pouco de adrenalina, desde que na dose certa, faz sempre falta, até por uma questão de motivação.

Também da Federação, por mais um ano, quase que nos surge aquilo a que no poker se chama all-in (apostar todas as fichas numa jogada). Não serão todas as fichas, mas uma parte substancial é gasta na Volta ao Algarve. Não é que esta competição não mereça a especial atenção da Federação e até de todos nós. Tem sido, evidentemente, um motivo de orgulho para o ciclismo nacional.

Sabe-se que é quase uma “marca” própria da Federação, uma boa bandeira organizativa, que beneficia de características próprias, fora do alcance de qualquer outra organização portuguesa. Mas como qualquer pai que tem muitos filhos, até pode ter a menina dos seus olhos. Não pode é ser tão evidente, numa evidência que tem percorrido todo o ano.
Luís Gonçalves

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