FARÁ FROOME HISTÓRIA, em 2018 ?

Já há quem diga que Froome vai fazer história, depois deste ter confirmado hoje, na apresentação do Giro, aquilo que a Shimano já tinha confirmado antes, num inoportuno tweeter, que estaria presente na prova italiana que,como se sabe se alavanca de Jerusalém, com um pressuposto de 13 milhões de euros, mais umas quantas “mordomias” ainda por conhecer.

E vai fazer história, porque segundo já vaticinaram, Froome poderá se o primeiro a vencer as três grandes voltas por etapas de forma consecutiva. Mas a história verdadeira não pode ser contada desta forma, pois mesmo que venha a vencer o Giro e o Tour em 2018, para ser um verdadeiro ” positivo”, o triunfo da Vuelta deveria ser conquistado no MESMO ANO , e não em 2017. A ser realidade, a história seria um falso  ” positivo”, termos que estão agora na moda, depois da argolada dos suíços do controlo anti-doping de Lausanne.

Vistas as coisas por este forma, Froome até se arrisca a vencer não só as três provas consecutivas, mas se puxarmos um pouco mais atrás, até pode somar quatro grandes provas : TOUR  e VUELTA  em 2017,logo seguidas pelo GIRO e Tour em 2018.

Na verdade, para se fazer história desta forma, as três provas teriam de ser contabilizadas na mesma temporada, pois o tempo de recuperação, entre o ultimo triunfo de Froome, a Vuelta e o Giro será de sete meses, período de tempo muito superior ao do trio GIRO-TOUR – VUELTA na mesma temporada, cujo período de tempo entre as três, é de menos de cinco meses.

Não se pode, pois, comparar o incomparável. Mas para que Froome estivesse no Giro, saiu caro ao organizador, que deve ter desembolsado perto de dois milhões de euros para a sua presença e presenteou-o com um percurso a seu jeito, com um C/RI de 45 kms, mais que suficientes para, só nessa etapa, ganhar mais de dois minutos aos seus mais diretos adversários, referimo-nos, por exemplo a Aru. Podemos ver as coisas por outro prisma, também, e sermos um pouco mais condescendentes com o organizador que pode proporcionar o duelo do ano entre Froome e Dumoulin, com Nibali e Aru a assistir de longe.

Ouve-se invariavelmente muitos comentários, na sua maioria de pessoas pouco habituadas a lidar com as especificidades de cada uma das modalidades desportivas que, no ciclismo não é como no futebol, em que os árbitros influenciam o resultado com penaltys mal marcados e fora de jogo arrancados a ferro. Pois, no ciclismo, as coisas podem ser um pouco piores, quando o organizador coloca no prato da balança, um ” campo de jogo “, ( as etapas), favorável para a  este ou aquele ciclista, como o caso do Giro deste ano, óptimo para Froome.

Vamos ver como irá reagir Froome, ao doublé Giro – Tour, à sua capacidade de recuperação, este pelo menos será o maior repto para o mundo velocipédico em 2018.

Com uma equipa que se pretende limpa, depois de todo um périplo de suspeições, que acabaram arquivadas e que quase iam levando Wiggins ao desespero, a Sky decidiu-se por um equipamento diferente em 2018 e, esse, só podia ser branco, puro como as águas que vertem das nascentes rochosas de York.

2 comentários a “FARÁ FROOME HISTÓRIA, em 2018 ?”

  1. Se o seu avo anda puro ou nao, nao sei , mas que a SKY e Froome sao os melhores , sao. E se quer exemplos de sucesso de ciclistas que saem da SKY tem o de Porte. Por isso, enquanto nao houver provas de que existem ilegalidades nos metodos da SKY nao podemos andar aqui com teorias da conspiraçao e a dizer o que nos vem ao imaginario.

  2. Puro, puro anda o meu Avô quando não bebe, de limpos estes Sky não tem nada, só não vê quem não quer…
    Os que por lá passaram e que depois sairão, quando trabalhavam davam ideia de poderem ganhar tudo, se não estivessem a trabalhar para o líder, quando saem de lá desaparecem, ou mantem-se no meio da tabela como se de um simples atleta Pro tour se tratasse…

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