época longa não é sinónimo de muitas provas

A prova de Abertura, que marca o início de temporada oficial da categoria maior do ciclismo nacional  foi alterada e reposicionada para o dia 4 de fevereiro, antecipando em quase uma semana a tradicional abertura de época.

Passados dez dias teremos a Volta ao Algarve, aumentando o hiato entre as duas provas. Por seu turno, o fecho de temporada ficou marcado para 6 de outubro, com uma prova de estrada, a terminar a Taça de Portugal.

Temos, pois, à primeira vista, uma época bastante exigente, para os ciclistas profissionais portugueses, coma antecipação do início de temporada e o prolongamento até meados de outubro. O que se passa, contudo não é assim tão linear. As provas escasseiam e acabam por não dar a sustentabilidade competitiva que equipas e ciclistas necessitam.

Meses fulcrais como abril e maio têm poucas ou nulas corridas, o que contribui para um dos mais pobres calendários dos últimos anos, em termos competitivos. O ciclismo atravessa momentos difíceis e os meios financeiros disponíveis são cada vez mais escassos, aliado a uma falta de criatividade e capacidade de iniciativa que tem vindo a contribuir para este declínio, não obstante o crescimento progressivo da estrutura federativa.

Por seu turno, as Associações afirmam não estarem vocacionadas para organizarem provas no setor profissional, mas sim para as camadas de formação, e poucas são as que se atrevem a pôr na estrada uma prova para este escalão.

Fomentam alguns dirigentes que o ciclismo profissional se deve bastar a ele próprio, contudo não contribuem para a criação de uma departamento de ciclismo profissional que possa promover atividades desportivas para o respetivo setor.

Com algumas  receitas próprias, provenientes da  inscrição de equipas e ciclistas,  as mais caras de toda a estrutura federativa, com receitas da concessão da Volta a Portugal, um produto do ciclismo profissional, este setor do ciclismo continua sem grandes meios e sem uma estrutura que organize o setor e que possa contribuir para novas iniciativas e apoio a algumas das organizações existentes, que se ficam a dever , de forma avulsa e sem qualquer orientação, a meia dúzia de carolas .

Esperemos, para ver se, até o início de época surgem mais algumas provas para darem conjuntura ao atual calendário nacional.

 

 

1 comentário a “época longa não é sinónimo de muitas provas”

  1. Pois no Algarve, as estruturas profissionais tem bem mais provas que as estruturas de formação, sendo também que as poucas formações que aparecem ou são aniquiladas por outras (que tu querem e nada fazem pela formação) ou simplesmente entram no processo bola de neve, não havendo provas não há corredores e sem corredores não se fazem provas.
    E o que faz a Federação alem de ganhar uma grande fatia do orçamento das equipas em taxas de filiação, quase nada ou mesmo nada por estes…

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