LUTAS DE GALOS

Enquanto a China mantém o calendário competitivo animado, pelo ocidente, a animação cresce das inúmeras disputas que se avizinham na nova época.

Entre essas, parece estar ao rubro a luta de galos entre Nairo Quintana e Mikel Landa, pela liderança da Movistar. No momento da contratação de Landa, o colombiano depressa apareceu a confirmar o seu estatuto de líder da equipa e chefe de fila no Tour. Mas mais do que essa, são as outras vezes em que apareceu com o mesmo discurso repetido, que nos fazem desconfiar seriamente do seu real estatuto dentro da equipa, ou pelo menos, da sua confiança em relação à segurança da sua liderança.

Mais seguro parece Landa que, num grito de liberdade e com toda a propriedade, puxa pelos galões de quem já esteve na posição de “trabalhador”, designadamente para Froome, na bem organizada Sky, onde diz ter aprendido muito do que são as corridas. Mais do que essa experiência, importante, Landa parece ter um desejo de vencer que Quintana não demonstra. Alguma irreverência e egoísmo, que aprendeu a controlar, mas que, na dose certa, continuam a ser essenciais para quem quer ganhar.

Se entre a colombiano e o espanhol se avizinha alguma luta pelo poleiro, entre Vinokourov e Aru, o caldo também parece entornado. O cazaque diz que o italiano o avisou tarde e a más horas da sua saída da Astana, impedindo esta equipa de, em tempo útil, contratar uma figura de igual nomeada. Alicerçada nos potenciais prejuízos causados, surge então uma acção judicial da Astana contra Aru.
Duas das maiores equipas de ciclismo do mundo, verdadeiramente envolvidas em disputas, enquanto Froome passeia pelo oriente…

Luís Gonçalves