Lappartient pretende introduzir novas medidas na UCI

 

Como verdadeiro francês que é, David Lappartient  pretende implementar novas medidas, que estejam de acordo com a emergente filosofia do ciclismo do seu país, intrinsecamente ligado a instituições como o MCCP, Movimento Credível do Ciclismo.

Pretende o recém eleito presidente da UCI estabelecer para 2019 algumas metas :

  • Supressão da utilização de corticosteróides, e das atuais AUT.
  • Supressão da utilização do  analgésico Tramadol.
  • Supressão da utilização de rádios entre diretores e ciclistas .
  • Intensificação da luta contra o doping tecnológico.

Os temas apresentados por Lappartient já fizeram parte da agenda da UCI e são constantemente postos em causa, agradando a uns a . naturalmente com o desacordo de muitos.

Se as medidas relativas à utilização de corticosteróides e do Tramadol, nos parecem assertivas, mais consentâneas seriam se as AUT apresentadas pelos ciclistas, atestando o uso de corticosteróides para verdadeiros problemas de lesão, ou outro tipo de enfermidades, fossem prescritas por entidades independentes das equipas e ligadas aos subsistemas de saúde oficiais de cada país.

Por exemplo, em Portugal, poderiam ser autorizadas pelos diversos Centros de Medicina Desportiva do país.  Quanto ao Tramadol , e pelos graves problemas que desencadeia deveriam ser banidos, tanto mais que a sua utilização extravasa para o ciclismo de formação, o que se nos afigura de extrema gravidade.

Os rádios não se compreende a sua proibição. Mais uma vez, as cúpulas do dirigismo de uma entidade desportiva  estão contra os princípios, pelos quais se rege esse mesmo sistema . Sendo um desporto de equipa, compete ao treinador de cada equipa delinear o esquema tático, em plena corrida, informar de diferenças de tempo, por exemplo. Ora numa prova de ciclismo, não se pode parar a prova, como acontece com  os  “time outs” de muitas modalidades, daí a utilização dos rádios, que funcionam, também, como importantes meios de segurança para o atleta. Ao reduzir o ciclismo a um espetáculo, não nos parece que a modalidade tenha a lucrar com isso.