Sub23: Benoît Cosnefroy é o novo ‘Arco-Íris’

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Hoje correu-se a corrida em linha do escalão de sub23 em Bergen. Num percurso que tinha 191km e que consistia num circuito com 19,1km, que os ciclistas cumpriram 10 vezes. Benoît Cosnefroy levou a melhor sobre o alemão Lennard Kämna, eles que atacaram na última passagem pelo Salmon Hill e conseguiram chegar na frente do pelotão. O 3º lugar acabou por ir parar às mãos do dinamarquês Michael Carbel Svendgaard que bateu o restante grupo (que chegou reduzido ao risco de chegada) ao sprint.

Existiu uma fuga do dia onde pontificou o português José Neves, mas que não tinha grandes nomes e também não ofereceu muito perigo às ambições das principais seleções que trabalhavam no pelotão. A fuga esteve sempre ao alcance do pelotão. Entretanto foram alcançados passados algumas voltas no comando e eis que a 60km do fim surge uma nova fuga e com nomes de seleções importantes a irem para a frente. Este grupo continha o vice-campeão do C/RI Brandon McNulty, o norueguês Rasmus Tiller, o suíço Patrick Müller, o italiano Vincenzo Albanese, o australiano Jai Hindley e ainda o marroquino Zahiri Abderrahim. Esta tentativa ganhou alguma vantagem o que fez soar os alarmes no pelotão, no entanto viria a ser alcançada já à entrada dos 30km finais.

A partir daqui muitas seleções tentaram atacar e o ritmo do pelotão aumentou, fazendo com que muitas unidades  fossem descolando. Já em pleno Salmon Hill e a 11km do fim, Lennard Kämna lançou-se na frente da corrida e ganhava uma vantagem que lhe poderia regalar a medalha de ouro, mas entretanto e após várias tentativas de ataque com colombianos e franceses à cabeça, chegaria à frente Benoît Cosnefroy que iria fazer uma parelha com Kämna e que viria a ser a parelha que iria discutir o ouro.

Outras seleções ainda tentaram sair do pelotão mas sem sucesso, a Espanha com Iván García Cortina esteve perto de conseguir levar a medalha de bronze, porém o espanhol haveria de ser alcançado pelo pelotão. No sprint final, Cosnefroy levou a melhor sobre Kämna devido à sua superior ponta final em relação à do germânico. No pelotão Michael Carbel Svendgaard bateu num sprint renhido Oliver Wood, da Grã-Bretanha e Vincenzo Albanese, da Itália.
A França repete um triunfo na prova de estrada do escalão sub23, o seu quarto desde que existe o Mundial neste escalão. Cosnefroy segue as pisadas de Romain Sicard (Mendrisio, 2009); Arnaud Démare (Copenhaga, 2011) e Kévin Ledanois (Richmond, 2015). A França tem também já umas impressionantes 8 medalhas amealhadas neste escalão desde a prata de Romain Feillu em 2006 (4 ouros, 3 pratas e 1 bronze).

Quanto à Alemanha, voltou a ‘bater na trave’, como já o tinha feito o ano passado por intermédio de Pascal Ackermann. As hostes germânicas contam só com uma vitória neste escalão e já no ‘longíquo’ ano de 2006 quando Gerald Ciolek ganhou em Salzburgo. A Dinamarca conseguiu igualar o seu melhor resultado nesta prova, visto que já em 2004, em Verona, Mads Christensen havia trazido o bronze para o país nórdico.

Quanto à seleção nacional a prova não correu muito bem ao contingente luso. José Neves esteve na fuga e não acabou a prova. Francisco Campos foi o melhor português, terminando a prova em 67º a quase 5 minutos da frente da corrida. André Carvalho foi 96º a mais de 9 minutos e por fim, Ivo Oliveira foi 101º e chegou inserido no mesmo grupo que André Carvalho.

Tiago Ferreira