doze milhões euros custo da partida do giro de israel

O ciclismo tem no Giro e no Tour os seus maiores embaixadores, que catapultam as atenções do mundo inteiro, como espetáculos  globais, que canalizam  apoios importantes,  que funcionam como aumento do seu já enorme gigantismo.

Digamos que o ciclismo tem nestes dois organizadores, os seus maiores incrementadores do ciclismo mundial, com poderes muito acima do que a UCI, por exemplo. Por isso, e para alimentarem o seu ” circo”, quer a ASO quer a RCS procuram fora de portas importantes apoios, que já não estão ao alcance das cidades dos seus dois países.

Como exemplo este ano, em que o Tour começou em Dusseldorf, com uma contribuição de cinco milhões de euros, por parte da cidade alemã, o Giro vai mais longe, tendo sido até ao momento o único organizador que levou a sua prova, para fora do continente europeu. Os custos de tal empreitada são enormes, em especial logísticos e mesmo ao nível da segurança, o que eleva a fasquia muito para além do apoio dado por Dusseldorf ao Giro.

Tudo somado, a partida do Giro de Israel mais as três etapas terão um custo de doze milhões de euros. Mas nem tudo são rosas para os organizadores e o comité local que terão de de desunhar  com a presença da UAE- Emirados Árabes e da equipa do Bahrain que têm, como se sabe relações cortadas com os israelitas.