Tour de l’Avenir – O resumo até ao momento

Concluídas que estão as primeiras cinco etapas da Volta a França do Futuro vamos analisar o que se tem passado até ao dia de hoje na mais conhecida prova do calendário sub23. Na 1ª etapa tivemos uma numerosa fuga de 11 unidades onde pontificaram nomes como Egan Arley Bernal (Colômbia), Valentin Madouas (França), Kasper Asgreen (Dinamarca) ou ainda Pavel Sivakov (Rússia). A fuga teve em mãos uma vantagem importante, no entanto foram alcançados 10 dos fugitivos, todos menos Asgreen, que garantiu assim a vitória na 1ª etapa.

Na 2ª etapa, a fuga não foi tão numerosa e onde só pontificaram dois ciclistas. Foram caços já na aproximação dos 15km finais, o que fez com que houvesse várias tentativas de ataque no pelotão, com várias seleções a tentarem ir para a frente  para uma vitória. Todos os ataques haveriam de ser alcançados e a etapa acabou ao sprint. Fabio Jakobsen (Holanda) ganhou a etapa com uma grande superioridade em relação ao resto dos sprinters.
Passando à 3ª etapa, a composição da fuga tardou em formar-se e nunca tiveram grande vantagem sobre o pelotão. Houve um grupo de 14 unidades onde estavam Francisco Campos e outros ciclistas como Aurélien Paret-Peintre (França), Leon Rohde (Alemanha), Emiel Planckaert (Bélgica), Oliver Wood (Grã-Bretanha), Dmitry Strakhov (Rússia) ou ainda Patrick Müller (Suiça). O grupo entretanto dividia-se e 7 dos escapados eram alcançados, os 7 da frente nunca conseguiram ter muito mais que 30 segundos de vantagem e seriam alcançados já a 20km do final. Sucederam-se os habituais ataques na frente mas foram todos alcançados antes da meta. Quem acabaria por ganhar, ao sprint, seria o campeão do mundo sub23, Kristoffer Halvorsen (Noruega). Rui Oliveira fecharia em 9º, sendo este o primeiro top-10 da seleção nacional na edição de 2017 do Tour de l’Avenir.
A 4ª etapa ficou outra vez marcada por uma fuga de 7 ciclistas, mas nenhum era um nome importante para a classificação geral. Foram paulatinamente perdendo tempo até serem alcançados a 2km do final. Nessa altura arrancava Christopher Lawless (Grã-Bretanha) do pelotão e nunca mais seria alcançado, ganhava com 2 segundos de vantagem sobre o pelotão, mas Kasper Asgreen ainda manteria a liderança. Rui Oliveira fechou a 4ª etapa num positivo 4º lugar, melhorando o registo do dia anterior.

O Bielorusso Vasili Strokau, vencedor da 5ª etapa.
O Bielorusso Vasili Strokau, vencedor da 5ª etapa.

Hoje tivemos a 5ª etapa em linha e tivemos uma escapada que conseguiu chegar ao final da etapa e levar de vencida. Patrick Gamper (Austria), Vasili Strokau e Ilya Volkau (Bielorrússia) eram os três homens escapados. A equipa bielorrussa que se tem mostrado bastante combativa e atacante neste Avenir tinha aqui uma boa oportunidade para ganhar e foi o que aconteceu, após um grande entendimento entres os três da frente, Vasili Strokau bateria ao sprint Patrick Gamper e levava assim de vencida a 5ª tirada da Volta a França do Futuro. Patrick Gamper é o novo camisola amarela da prova, visto que a fuga chegou com 3:49 de vantagem sobre o pelotão. Hoje o melhor português foi Francisco Campos no 12º lugar da etapa.
Amanhã teremos então a 6ª etapa que ligará Montrichard a Saint-Amand-Montrond numa extensão de 139,1km e que contém uma contagem de montanha de 4ª categoria e ainda um sprint intermédio. A etapa amanhã poderá ser uma boa surpresa, visto que existe uma colina na aproximação à meta que poderá baralhar as contas aos sprinters presentes no pelotão, onde poderão até existir ataques de alguns países que quererão, certamente, estrear-se a vencer nesta edição do Avenir. Homens como os belgas, franceses ou italianos têm bons argumentos para levar de vencida a tirada de amanhã e caso a etapa não tenha o mesmo desfecho que a de hoje haverá uma grande luta pela vitória na 6ª etapa do Tour de l’Avenir. Amanhã será ainda o último dia que os homens rápidos do pelotão poderão tentar fazer a diferença, visto que as últimas 3 etapas serão de alta montanha. Imerio Cima (Itália) e Álvaro José Hodeg (Colômbia) têm ‘batido na trave’ nestas últimas etapas e estarão debaixo de fogo para conseguir um êxito que poderá chegar amanhã, portanto são dois nomes a ter em atenção. Bem como os nomes do polaco Alan Banaszek, a sua seleção muito tem trabalhado na cabeça do pelotão durante os finais de etapa, ou ainda dos franceses Simon Sellier e Clément Russo (este pontifica na seleção da Auvérnia). Todos estes ciclistas tentarão amanhã dar uma alegria à sua seleção, e claro, estrear a sua conta e a das suas seleções no Avenir.

Tiago Ferreira