enquanto os ciclistas nacionais estão esqueléticos, os que nos visitam apresentam níveis de gordura apreciáveis

A opinião é unânime em toda a caravana deste Volta a Portugal, por parte das equipas estrangeiras e do máximo dirigente da corrida: a nossa Volta em termos organizativos é uma competição de nível World Tour, muito acima de todas as outras competições que se disputam na península Ibérica, com exceção da Vuelta.

Ganhando pontos em termos organizativos e estruturais, o seu gigantismo não fica nada a dever à Vuelta, por exemplo.

Procurando dotar a competição de equipas mais fortes, os organizadores irão encetar, já nos próximos mundiais, contactos para tentarem trazer à  Volta de 2018, equipas mais fortes, mais capazes de rivalizar com as formações nacionais. Mas será que, mesmo sendo de outros patamares, terão êxito no nosso país ?

A resposta é complexa e, se olharmos para o pelotão desta Volta e estivermos um pouco atentos, pelo menos num só pormenor, veremos o porquê de tamanha diferença:  enquanto os ciclistas nacionais estão esqueléticos, os que nos visitam apresentam níveis de gordura apreciáveis.

Mesmo assim, os grandes profissionais fazem a diferença, como o caso de Rebellin que, aos 46 anos, ainda hoje foi nono na chegada ao alto da Senhora da Assunção.  Esquecemo-nos de uma coisa, é velho, mau sinal para algumas  pessoas .

Depois,  alguns destes maus profissionais que nos visitam, comentam, nos seus países que, em Portugal, se anda muito. Pudera.

 

 

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