À MODA DO PORTO

A 79ª Volta a Portugal tem sido dominada pelo Porto. Não me refiro em particular à equipa portista, mas sim à cidade portuense.

Se o W52-FCPorto, tem metade da equipa nos dez primeiros lugares da geral, a liderança por equipas, e venceu em quatro dos sete dias de competição até agora disputados, a RP-Boavista, também não tem desmerecido a cidade Invicta, ora por tentar animar a corrida desde o primeiro dia, ora por vitórias em etapa, as boas prestações de João Benta ou até pelo segundo lugar de Luís Gomes na classificação da Juventude, cercado por ciclistas forasteiros.

Se a marca portuense tem sido evidente, não se pense contudo que este derby à moda do Porto definirá o destino desta Volta. Não sendo fácil, uma curiosa (e pouco provável…) união algarvia, poderia dar algum trabalho, sobretudo, aos comandados de Nuno Ribeiro.

Rinaldo Nocentini, está a 24 segundos. O Sporting/Tavira, não tem o bloco homogéneo do W52 (onde curiosamente correm três algarvios!). Já não tinha à entrada da Volta, problema agravado pela ausência de Joni Brandão. Em bom rigor, esperava-se mais de algumas figuras deste Sporting. Mas com o mesmo rigor também se deve dizer que têm tido algum azar.

A escassos 34 segundos de Alarcón, para quem enunciamos as diferenças, está o espanhol Vicente de Mateos, em representação do Louletano. Ambos, Nocentini e De Mateos, à frente de Gustavo Veloso, que será o líder portista. A sagacidade do italiano e a impetuosidade do espanhol, ainda podem dar os seus frutos. Não será contudo simples contrariar o leque de opções que o colectivo do W52 oferece.

Obviamente que o foco se tem centrado nestes ciclistas e nestas equipas. A já relativa distância dos homens da Efapel, acumulada com alguns azares, e a ausência forçada de Edgar Pinto (La-Aluminios) assim o ditam. João Matias defende enquanto pode a camisola azul.

A Armé de Terre disse ao que vinha e tem cumprido. Apresentam-se, por outras equipas estrangeiras, alguns jovens a observar atentamente no futuro. Pouco mais do que isso. Fica por saber, pelo menos até agora, para além do investimento financeiro, porque é que a equipa de Israel é continental profissional, a melhor cotada de todas as presentes.

Faltam dias intensos. Esperemos, a bem da competição, que com grandes réplicas dos adversários portistas.
Luís Gonçalves