DOS JOVENS CADETES A DAVID REBELLIN

À margem da 79ª Volta a Portugal, convém não nos esquecermos que terminou também a 10ª Volta a Portugal de Cadetes, competição disputada em três dias, em etapas a rondar os 70 Km.

Embora com um pequeno engano de percurso, avidamente corrigido quer pela organização, quer pelo colégio de comissários, a última etapa terminou em Gondomar, na curta mas duríssima subida do monte Crasto, onde se impôs João Macedo (Mato Cheirinhos) que também levou a camisola amarela.

Ora, se passando pela Figueira da Foz, Anadia e Gondomar, podemos ver o pelotão mais jovem, com boa representação espanhola, na Volta a Portugal dos “grandes” podemos ver o verdadeiro pai… ou avô, de toda esta juventude.

David Rebellin, a representar a equipa do Kouwait, já foi mais jovem do que demonstram os seus quase 46 anos. Não é que se possa dizer que é “velho”. Não. Mas no desporto profissional, sobretudo numa modalidade tão exigente fisicamente não é muito normal. Da sua longa carreira dispensam-se apresentações. Inúmeras vitórias, sobretudo em clássicas. Teve os seus momentos maus, como todos temos, mas não deixa de ser uma verdadeira instituição do ciclismo.

Para os Cadetes que agora estiveram na sua Volta, e que pensam ser ciclistas, acima de tudo fiquem com as suas palavras: “O ciclismo é a minha vida”. “Tenho um grande amor por este desporto”.

Só assim, no sucesso, e sobretudo nos maus momentos, se pode ser ciclista profissional.
Luís Gonçalves

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