‘Diário da Volta’ – Apresentação das equipas

Hoje realizou-se a apresentação das equipas da 79ª edição da Volta a Portugal na RTP. Foram apresentadas as 18 equipas que farão parte do espetáculo velocipédico que estará na estrada a partir de amanhã até ao dia 15 de agosto onde a Volta terminará com o contrarrelógio na cidade de Viseu. Este diário será uma constante durante todas as etapas da Volta, onde daremos a nossa opinião sobre a tirada do dia.

Marco Chagas esteve a comentar as equipas e as suas possibilidades ,vitórias em etapas e ainda os ciclistas interessantes presentes na prova, tal como já tínhamos analisado há uns dias mas que, entretanto, algumas constituições das equipas mudaram.
Fica aqui um apanhado do que foi dito por Marco Chagas e das entrevistas que foram feitas às equipas nacionais durante a sua apresentação.

A primeira equipa a ser apresentada foi a Unieuro Trevigiani – Hemus 1896 e na qual Marco Chagas disse que era uma equipa com ciclistas jovens e com boa qualidade e que gostaria de ver o que fariam por cá.

Seguiu-se a JLT Condor. Para Marco Chagas esta é uma equipa que apresenta bastante qualidade, qualidade essa que é evidenciada pelos bons resultados que a equipa fez até ao momento. Na ótica de Marco Chagas, a equipa terá como objetivo o top-10 final, mas que poderá não ser fácil, visto que a equipa corre muitas vezes na Grã-Bretanha e as condições climatéricas no nosso país, em agosto, são muito quentes o que lhes poderá prejudicar os resultados, já que não se encontram habituados a tanto calor. Marco Chagas aponta ainda que a equipa tem um calendário muito sobrecarregado e o leque de ciclistas é pouco vasto e isso também poderá pôr em risco o resultado final da equipa.

A primeira equipa portuguesa a ser apresentada foi a da LA Alumínios – Metalusa – BlackJack na qual, para Marco Chagas, existe corredores de bastante qualidade. Chagas apontou, além de Edgar Pinto, César Fonte e Hugo Sancho. Apontou também o nome de João Matias para as chegadas ao sprint. Foram efetuadas entrevistas a Edgar Pinto e ao diretor desportivo José Augusto Silva por parte da RTP e que fica aqui um apanhado do que foi dito por ambos:

Edgar Pinto espera que a equipa consiga dignificar o patrocinador e as gentes da terra e disse também que a sua experiência no Dubai foi muito boa e teve pena que a equipa tivesse acabado pois conseguiu correr em várias partes do globo.

José Augusto Silva disse que a equipa viria em busca de vitórias em etapas e que tem a vitória final como objetivo para esta Volta a Portugal em Bicicleta.

Passamos para a equipa da H&R Block Pro Cycling Team. Marco Chagas está em crer que esta equipa terá hipóteses nas chegadas ao sprint, visto ser a especialidade da equipa. Chagas frisou também que esta equipa tem muita juventude que terá como objetivo conquistar a Europa.

A seguinte equipa apresentada foi a GM Europa Ovini que não esteve presente na apresentação. Marco Chagas destacou dois nomes: Davide Pacchiardo e Marco Tizza, afirmando que ambos os ciclistas estão a ter bons resultados nesta temporada.

Em seguida apresentou-se a segunda formação nacional, a Louletano – Hospital de Loulé. A equipa não é tão forte quanto as outras estruturas nacionais mas que deixará uma marca na prova e que estará ao lado de Vicente García de Mateos que se assume como um candidato à vitória final, na opinião de Marco Chagas.

Chagas acrescentou que caso de Mateos falhe a equipa irá lutar pelas fugas. Desta feita os entrevistados pela RTP foram Vicente García de Mateos e ao diretor desportivo Jorge Piedade.
Vicente García de Mateos afirmou sentir-se capaz de levar de vencida esta Volta a Portugal . Descreve-se como um ciclista todo-o-terreno e que o que mais gosta são os sprints em pequeno grupo. Referiu também que se defende bem no contrarrelógio e ainda nas subidas.

Jorge Piedade assumiu a responsabilidade pelo triunfo final, referindo que a equipa é bastante equilibrada e que as bonificações nas chegadas ao sprint poderão ajudar Vicente García de Mateos a ganhar alguma vantagem sobre o resto dos favoritos. Por fim, pensa que os maiores candidatos à vitória serão Gustavo Veloso e Rinaldo Nocentini.

De seguida foi apresentada a Kuwait – Cartucho.es equipa onde pontifica Davide Rebellin, com um palmarés invejável, que segundo Marco Chagas apesar da idade poderá fazer ainda boa figura. Marco Chagas falou também na história de Awet Andemeskel, um eritreu de nascença que se tornou sueco no decorrer da temporada. Esta história daria um bom post, que num futuro poderá ser escrito.

A equipa da Team Dauner D&DQ – Akkon parte em desvantagem no início desta Volta, visto que só traz 6 corredores e que, para Marco Chagas, terá bastante dificuldade em fazer algo nesta Volta e que terá pouco protagonismo, visto que nem os mais jovens nem os ciclistas mais veteranos da equipa apresentam resultados.

A terceira equipa nacional a ser apresentada foi a Rádio Popular – Boavista. Para Marco Chagas, Rui Sousa continua a ser a figura de maior destaque na equipa. Marco Chagas referiu também que a equipa axadrezada tem um bom lote de ciclistas para todos os terrenos, mas destacou que a equipa será particularmente forte no terreno mais exigente desta Volta a Portugal em Bicicleta. Na formação do Bessa foram entrevistados Rui Sousa e o seu diretor desportivo o Prof. José Santos.
Rui Sousa começou por dizer que o seu futuro seria conhecido a meio da Volta, ele que dará uma conferência de imprensa nessa altura onde abordará o seu futuro. Disse também que a equipa está unida e que está forte e que quer ainda dignificar os patrocinadores. Apontou que a sua idade é relevante e que poderá ser um peso, mas que com a idade foi ganhando outras valências sem ser a capacidade física que com os anos tende a diminuir. A sua experiência aliada com o estar psicologicamente bem será a maior arma nesta Volta. Por fim, referiu que se sente triste por este ano não voltar a haver final na Torre, uma subida que ele aprecia.
O Prof. José Santos começou por dizer que o líder seria ditado com o decurso normal da Volta, mas que Rui Sousa e João Benta são os naturais candidatos na equipa boavisteira. Referiu ainda que quer ver como estará a forma de Egor Silin, porque também é um bom corredor. Por fim, apontou Domingos Gonçalves para a luta pela etapa de amanhã e do contrarrelógio final.

Em seguida deu-se a apresentação da equipa francesa da Armée de Terre. Na ótica de Marco Chagas esta equipa terá Damien Gaudin como seu líder. Chagas está também curioso para saber o que poderá fazer o irmão mais novo de Julian Alaphilippe, Bryan. Por fim, Marco Chagas refere que a constituição da equipa mudou bastante desde o GP de Torres Vedras e que foi pensada na dureza da Volta a Portugal em Bicicleta, visto que os franceses já tiveram a experiência da dureza da nossa prova no ano passado.

Segiu-se a  Team Vorarlberg. Marco Chagas referiu que a equipa mesmo sendo austríaca são os ciclistas suíços que esta equipa trouxe que poderão dar cartas no nosso país. Para Chagas, Patrick Schelling será a aposta para a classificação geral e que Théry Schir poderá surpreender já amanhã no prólogo.

Em relação ao Sporting – Tavira,Marco Chagas começou por referir que a ausência de Joni Brandão constitui um revés muito grande para a equipa e que a Volta a Portugal ficou mais pobre com a ausência do português. A equipa tem naturais pretensões a discutir a Volta a Portugal , na ótica de Marco Chagas. A RTP entrevistou Alejandro Marque e ainda Vidal Fitas, o diretor desportivo da formação.

Alejandro Marque diz que teve uma boa preparação para a Volta e que tentará discutir a vitória. Disse que Rinaldo Nocentini também estará na disputa. Para Marque os maiores adversários são: Gustavo Veloso, Edgar Pinto, Sérgio Paulinho e ainda Rui Sousa.

Vidal Fitas disse que a estratégia da equipa será definida pelas etapas e que tanto o Rinaldo Nocentini, como o Alejandro Marque e ainda Frederico Figueiredo terão um papel importante para a classificação geral da corrida, existindo ainda várias opções dentro da equipa. Porém, Vidal Fitas, acredita que a equipa ainda não está no expoente máximo mas que está mais experiente e compacto este ano e que mesmo assim tem argumentos para levar de vencida a Volta.

Seguiu-se a equipa da Euskadi Basque Country – Murias que teve algumas modificações de última hora na composição da equipa. Para Marco Chagas a equipa, sendo uma equipa do País Vasco, terá uma equipa muito combativa. A equipa traz dois estagiários (Cyril Barthe e Txomin Juaristi, ambos que foram figura de destaque na Volta a Portugal ao Futuro) que quererão mostrar que podem dar um passo em frente com a equipa. Mesmo com estas alterações de última hora, Marco Chagas crê que os espanhóis poderão surpreender ao sprint e que estarão, certamente, na disputa nas etapas com o terreno duro e seletivo.

Em seguida apresentou-se outra equipa que ainda não tinha chegado a Portugal, a Bike Aid. Marco Chagas considera que será uma prova exigente para os ciclistas desta equipa e ainda referiu que a equipa conta com corredores de diversas nacionalidades (um americano, eritreus e ainda quenianos).

Chegando a vez da  Efapel, o comentador da RTP falou do regresso de Sérgio Paulinho às competições nacionais, que irá ser o líder da equipa e que será uma incógnita saber como vai lidar Paulinho com a liderança da equipa, visto que nos últimos anos teve uma carreira internacional onde o seu objetivo passou por ajudar grandes ciclistas internacionais. Referiu ainda que esta equipa é uma equipa de referência e que tem muita qualidade para todos os terrenos. Por parte da RTP os entrevistados foram Sérgio Paulinho e ainda o diretor desportivo da equipa, Américo Silva.

Sérgio Paulinho referiu que terá um papel diferente do habitual e que existem outros ciclistas mais que ele, mas que espera dar-lhes luta e estar com eles na discussão da Volta. Espera também sair da Volta com um grande resultado e disse que o percurso é similar ao do ano passado e isso vai de encontro às suas características.
Américo Silva acredita que Sérgio Paulinho estará na disputa pela vitória na Volta no contrarrelógio final em Viseu. Para ele os maiores candidatos à vitória é a equipa da W52 – F.C. Porto, visto que têm dominado, claramente, as últimas edições da prova.

Em seguida foi apresentada a equipa holandesa Metec – TKH Continental Cyclingteam p/b Mantel. Para Marco Chagas esta formação é uma formação com grande experiência nas nossas estradas, visto ser presença assídua nas provas do nosso país. Marco Chagas referiu também que esta equipa poderá ser bastante perigosa nas etapas ao sprint e que tenham algum vento, onde os holandeses se costumam dar bastante bem, não obstante do calor que se fará sentir.

A equipa israelita Israel Cycling Academy foi a última formação estrangeira a ser apresentada. Marco Chagas acredita que os australianos desta equipa que são muito fortes ao sprint estarão na disputa por etapas ao sprint. Chagas referiu também que esta equipa é uma equipa do 2º escalão do ciclismo mundial, a única equipa com esse estatuto este ano, e que está num escalão acima de todas as outras equipas presentes na Volta a Portugal em Bicicleta.

Por fim, a última equipa a ser apresentada foi a campeã em título da Volta a W52 – F.C. Porto. Marco Chagas observou que esta equipa tem 3 dos 4 anteriores vencedores da Volta presentes nesta edição, tem o líder do ranking nacional (Amaro Antunes) e ainda Raúl Alarcón que é o ciclista que tem mais pontos no ranking da UCI presente na prova. Marco Chagas comparou esta equipa à equipa da Sky, dado é o poderio que tem nas nossas estradas e da panóplia de opções que tem dentro da equipa. A RTP entrevistou Rui Vinhas, Ricardo Mestre, Gustavo Veloso e ainda o diretor desportivo Nuno Ribeiro.

Rui Vinhas disse que tem o papel de defender a equipa e o seu líder que é Gustavo Veloso. Ricardo Mestre apontou que iria dar o seu melhor em prol da equipa.

Gustavo Veloso referiu que a sua preparação é idêntica à dos últimos anos .
Finalmente Nuno Ribeiro disse que esta era uma equipa fácil de gerir, visto que todos os ciclistas são profissionais e sabem o que têm que fazer, portanto fica fácil trabalhar com eles. Todos trabalharão em prol da equipa com o objetivo de levar de vencida a Volta a Portugal , e o líder da equipa será Gustavo Veloso. Referiu ainda que os candidatos das outras equipas são: Rinaldo Nocentini, Alejandro Marque, Sérgio Paulinho, Vicente García de Mateos, Rui Sousa e João Benta e um ou dois estrangeiros que poderão surpreender.

Fica assim terminada a primeira edição deste ‘Diário da Volta’. Amanhã será analisado o prólogo inicial que abrirá as hostilidades da Volta a Portugal em Bicicleta.

Tiago Ferreira