pelotão sub-23 internacional em análise

 Com o aproximar do término da temporada do escalão sub-23 internacional e dado que, não tarda, estará na estrada mais uma edição da Volta à França ao Futuro,iremos então passar o ano do escalão sub-23 em revista.

O escalão sub-23, que corre maioritariamente em provas .2U ou .Ncup, além de também algumas equipas como por exemplo as equipas de desenvolvimento das equipas WT correrem em provas de categoria .2.

O nome que mais salta à vista até agora é o de Pavel Sivakov, o russo que corre na equipa de desenvolvimento da BMC (BMC Development Team), e que ao que vem a ser escrito nas últimas semanas está a um passo de assinar com a Sky para o próximo ano, ganhou 3 das mais importantes provas por etapas do calendário sub-23: a Ronde de l’Isard; o Giro Ciclistico d’Italia e ainda o Giro della Valle d’Aosta Mont Blanc. Em todas as provas existiam etapas de montanha onde Sivakov demonstrou que poderá ser um reforço interessante para alguma formação do WT.

Steff Kras da BMC sub-23.
Steff Kras da BMC sub-23.

Nessa mesma equipa da BMC Development Team pontificam o belga Steff Cras com resultados interessantes a subir e que poderá estar a caminho da Team Sunweb; o holandês Pascal Eenkhoorn que acaba de assinar contrato com a Lotto NL – Jumbo e que é um bom rolador e contrarrelogista; o suíço Marc Hirschi que já tem uns resultados interessantes em clássicas tanto de pavé como de colinas; o suíço Patrick Müller que a partir deste mês será estagiário na equipa da BMC; o belga Jasper Philipsen que tem uma boa ponta final e anda bem no pavé; o holandês Bram Welten, outro que será estagiário na BMC e ainda o francês Tanguy Turgis, irmão de Anthony Turgis, que ganhou a Omloop Het Nieuwsblad u23 e que estará a estagiar na Cofidis. Esta equipa de desenvolvimento acabará no presente ano, como já foi adiantado por Jim Ochowicz o diretor desportivo da BMC.

A equipa da Lotto Soudal u23 também conta com dois jovens belgas com resultados bastante interessantes: Harm Vanhoucke e Bjorg Lambrecht. Os dois contam com resultados em terreno acidentado e/ou inclinado.

Na equipa da Mitchelton – Scott (equipa satélite da Orica), existem três australianos que estão a fazer, também, uma grande temporada: Lucas Hamilton, Jai Hindley e Michael Storer. Os três têm-se destacado em variadíssimas provas, Hamilton tem brilhado nas clássicas acidentadas italianas e ainda fez 3º na LBL u23 além de ter acabado de ganhar o Tour Alsace; Hindley acabou em 3º o Giro Ciclistico d’Italia e o Herald Sun Tour prova de categoria 2.1; Storer foi 3º no Giro della Valle d’Aosta Mont Blanc. A Orica tem aqui três belos jovens, para quem sabe, lapidar e serem as próximas estrelas australianas.

Na Axeon Hagens Berman além de termos os gémeos Oliveira como parte integrante da equipa ainda existe o americano Neilson Powless que já demonstrou ser um bom trepador quer este ano como no ano transato; o irlandês Eddie Dunbar que se tem destacado em provas com pavé e provas acidentadas e que foi 5º na Volta ao Alentejo deste ano; o inglês Chris Lawless que tem resultados bastante interessantes ao sprint e ainda o ecuatoriano Jhonatan Narvaez um bom trepador.

 

James Knox, team Wiggins.
James Knox, team Wiggins.

Na Team Wiggins temos outro trepador interessante, o inglês James Knox que já demonstrou que consegue escalar com os melhores. Este ano foi 11º na etapa do monte Vojak na Volta a Croácia que contou, entre outros, com Vincenzo Nibali.

Há ainda nomes interessantes como o sprinter francês Jérémy Lecroq da Roubaix – Lille Métropole; o dinamarquês Niklas Eg da Team VeloConcept que é um corredor explosivo; o cazaque Yevgeniy Gidich que será estagiário da Astana e que tem uma velocidade de ponta bastante interessante, este ano não correu em nenhuma prova sub-23; o francês Damien Touzé que também não correndo em provas do escalão sub-23 já apresenta resultados bastante bons em provas do calendário francês e o russo Dmitry Strakhov também não correndo no calendário sub-23 já apresenta bons resultados, sendo inclusive 7º no GP Beiras e Serra da Estrela.

No nosso país também temos alguns jovens interessantes, passando pelos gémeos Oliveira ao João Almeida que já leva 3 vitórias internacionais este ano, o José Neves que ganhou a Volta a Portugal ao Futuro e acabou em 5º em Torres Vedras e também ainda o Tiago Antunes.

TIAGO FERREIRA